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Evo Morales almeja vitória nas eleições regionais em março para "proteger" governo boliviano

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales (D) e o atual mandatário Luis Arce participam de um ato do partido MAS, 21 de novembro de 2020 em Cochabamba afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. novembro 2020 - 21:42
(AFP)

O ex-presidente boliviano Evo Morales convocou seu partido, o Movimento Ao Socialismo (MAS), a vencer de maneira convincente as eleições regionais de março de 2021, no objetivo de "blindar" o governo do presidente Luis Arce.

“Temos que conquistar sete [dos nove] governos (e), com aquela força social, pelo menos 300 (de 342) prefeituras. É a melhor blindagem para defender nosso processo e apoiar o camarada 'Lucho' [Luis Arce]", disse Morales em um discurso durante uma reunião do partido publicada em sua página no Facebook.

O evento do MAS na cidade de Cochabamba (centro), onde Morales e Arce se encontraram pela primeira vez após a posse deste último, serviu para definir como enfrentar as eleições para governadores, prefeitos, assembleias regionais e vereadores, previstas para 7 de março do próximo ano.

O ex-presidente, que renunciou em novembro de 2019 devido a uma forte tensão social em decorrência de denúncias de fraude nas eleições em que buscava a reeleição, reassumiu a presidência do MAS esta semana e agora mobiliza o partido para obter a maioria dos governos regionais para dar a Arce maior apoio político.

O MAS controla atualmente seis das nove províncias. "Temos a obrigação [de discutir] como cuidar do presidente Lucho", disse Morales.

O ex-presidente costuma descrever sua saída do poder depois de quase 14 anos como um "golpe" da direita e considera que Arce não está à margem de um suposto boicote antidemocrático organizado por seus opositores.

Em breve discurso, o recém-eleito presidente destacou sua vitória com 55% dos votos nas eleições gerais do último dia 18 de outubro.

"Somos a maioria", disse Arce a várias centenas de participantes na reunião do partido, que responderam gritando em uníssono: "somos a maioria, somos a maioria!".

“Ouvimos e analisamos as propostas das organizações sociais. Com sua contribuição, continuaremos aprofundando o processo de mudança para o bem do povo boliviano”, continuou Arce posteriormente em sua conta no Twitter.

Os militantes do MAS reiteraram a exigência de que os funcionários do governo Morales não voltem ao governo, gritando "queremos gente nova".

O atual vice-presidente, David Choquehuanca, admitiu dias atrás que militantes do partido reclamaram que alguns ministros os maltratavam, sem mencionar nomes.

Morales garantiu que, durante a reunião do partido, ficou definido que os candidatos a governadores e prefeitos serão escolhidos pela base e por consenso.

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