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Fronteira mágica dos 65 deve cair

Idosos na Suíça: trabalho ao invés de descanso? Keystone

Muitas pessoas na Suíça poderiam continuar a trabalhar mesmo completando 65 anos, quando a maioria se aposenta. Essa é a conclusão de um estudo da Avenir Suisse.

Este conteúdo foi publicado em 28. fevereiro 2006 - 17:19

O envelhecimento rápido da população e o caráter "inovador, dinâmico e juvenil" das pessoas em idade avançada no dias de hoje possibilitariam esse plano.

A integração das pessoas de idade avançada no mercado de trabalho é possível, pois elas - incluindo também as que ainda estão ativas - têm um comportamento muito diferente do que o encontrado nas gerações passadas. Elas seriam mais "inovadoras, dinâmicas e juvenis" do que seus pais e avós.

Como mostra o estudo que acaba de ser publicado pela Avenir Suisse, um centro de pesquisas ligado ao grande empresariado suíço, também a saúde e o bem-estar dos idosos melhorou consideravelmente. Por essa razão, um número maior deles teria condições, mesmo em idades avançadas, de continuar a ser produtivo.

Porém trabalhadores que continuam no batente nessa faixa etária ainda são uma exceção na Suíça. Isso é o que mostra uma pesquisa realizada com chefes de pessoal em 800 empresas. A maioria deles, porém, reconhece que essa situação precisa ser mudada. O envelhecimento da população e a falta de mão-de-obra qualificada obrigam uma nova postura em relação aos "idosos".

Chances

Também um estudo apresentado hoje pelo Banco Cantonal de Zurique (ZKB, na sigla em alemão), mostra que o mercado de trabalho flexível na Suíça seria uma das soluções para o problema demográfico. Os autores do estudo são os economistas George Sheldon (Universidade da Basiléia) e Regina T. Riphahn (Universidade de Erlangen).

Sua análise dos dados estatísticos do censo e da população trabalhadora não mostra uma punição sistemática dos trabalhadores de idade avançada. O desemprego dos "idosos" se explica, na realidade, por problemas de educação e formação das gerações anterioras.

Graças à expansão dos sistemas de formação contínua, é possível ter uma base sólida para expandir a idade de trabalho de muitas pessoas, conclui o estudo. O que é necessário é mais esforço por parte daqueles que têm déficits no seu currículo.

Mais mulheres

Os estudos do ZKB e da Avenir Suisse foram apresentados no fórum econômico do Banco Cantonal de Zurique e discutido pelos presentes. Um dos palestrantes, a economista Heidi Schelbert, também ressaltou a importância de aumentar a participação relativa das mulheres no mercado de trabalho. Para isso o governo necessita melhorar as condições para que elas possam combinar família com o emprego.

As pesquisas mostram que o desafio do envelhecimento populacional poderá ter graves conseqüências para a economia helvética se medidas não forem tomadas. Uma delas é a implosão do sistema previdenciário devido à falta de contribuintes e o aumento da população de aposentados. Resumo: a prolongação da idade ativa é algo inevitável.

swissinfo com agências

Breves

- A "Avenir Suisse" foi criada em 1999 por quatorze das maiores multinacionais suíça (UBS, Credit Suisse, Nestlé, Novartis e outras).

- O grupo se define como "defensor da economia de mercado e de uma visão liberal do mundo e da sociedade".

- Sua posição política é clara: "as forças do mercado devem ter a maior liberdade possível" e "o Estado não deve intervir em primeira instância para solucionar os problemas existentes".

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