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O parque aquático olímpico que recebeu as competições nos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Rio de Janeiro

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A Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO), encarregada de zelar pelo legado dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, projeta combinar eventos esportivos e sociais nas instalações, muitas delas abandonadas há vários meses, para evitar que se tornem 'elefantes brancos'.

"Todos estão ansiosos para ver funcionar o Parque Olímpico a todo vapor" e, para isso, "será necessário envolver toda a população", declarou nesta quarta-feira o presidente da AGLO, Paulo Márcio Dias Mello, em coletiva de imprensa no Velódromo Olímpico.

O Parque Olímpico deveria ser administrado por um consórcio público-privado, mas a licitação não recebeu propostas e, em dezembro, sua gestão ficou a cargo da prefeitura do Rio e do Ministério do Esporte, o que deixou o futuro do local ainda mais incerto.

A AGLO é uma autarquia federal temporária, dotada de autonomia administrativa e financeira e vinculada ao Ministério do Esporte, encarregada de coordenar projetos e viabilizar a adequação, a manutenção e a utilização das instalações esportivas olímpicas.

"Quando cheguei aqui, não vi nada em estado de abandono, só algumas dificuldades", declarou Dias Mello. "Haverá um período de transição natural para adaptar os espaços, mas tenho certeza de que vamos conseguir fechar um calendário que atenda ao esporte de alto rendimento e ao esporte educativo, de inclusão social", continuou.

Este processo levou "mais de dois anos" no caso dos Jogos de Londres-2012, mas, no Rio, a AGLO prevê que todas as instalações estejam em uso pela população nas próximas semanas.

O velódromo sediou sua primeira competição após a Rio-2016 em final de maio e, há dois meses, os atletas vêm treinando no local cotidianamente, apesar da polêmica provocada pela necessidade de se deixar o ar condicionado ligado dia e noite, no intuito de preservar a frágil madeira siberiana da pista.

O Brasil pretende apresentar candidatura para sediar o Mundial de Ciclismo sobre pista.

Em paralelo, o governo prevê numerosas atividades com crianças dos bairros ao redor do local.

Muitos projetos foram até agora abandonados, devido principalmente aos cortes orçamentários impostos pela grave crise econômica do país e do governo do Rio de Janeiro, que decretou estado de calamidade pública no fim do ano passado.

A Arena do Futuro, onde foi disputado o torneio de handebol dos Jogos-2016, estava prevista para ser transformada em quatro escolas para comunidades carentes do Rio, mas a prefeitura abandonou o projeto, alegando falta de recursos.

"Preferimos priorizar a renovação das escolas já existentes", explicou Patricia Amorim, subsecretária de Esportes e Lazer do Rio.

AFP