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Governo suíço lança terceiro pacote contra a crise

O pacote quer facilitar acesso de jovens ao mercado de trabalho

(Keystone)

Diante das previsões de queda do PIB e aumento do desemprego, o Conselho Federal (Executivo) propõe ao Parlamento um terceiro programa conjuntural no valor de 750 milhões de francos (696 milhões de dólares).

Partidos de esquerda e direita criticam o pacote por diferentes motivos. Na avaliação da imprensa suíça, ele apenas ameniza os efeitos da crise, mas não dá novos estímulos à economia.

"A situação econômica piorou bastante no primeiro trimestre deste ano e não se prevê melhoras", disse a ministra da Economia, Doris Leuthard, ao anunciar as medidas junto com o ministro das Finanças, Hans-Rudolf Merz, na quarta-feira (17/6), em Berna.

De acordo com estimativas da Secretaria Federal de Economia (Seco), o Produto Interno Bruto (PIB) vai encolher 2,7% este ano. Em março passado, a previsão era de uma queda de 2,2%.

Em decorrência dessa queda, a taxa de desemprego aumentará para 3,8% em 2009 e poderá atingir até 5,5% em 2010 – um nível que não foi mais registrado na Suíça desde a recessão dos anos de 1990.

Medidas contra o desemprego

"Seria um erro esperar de braços cruzados para ver o que acontece em 2010", disse Leuthard. Por isso, o governo propõe ao Parlamento a liberação de mais 400 milhões de francos para a geração de empregos temporários, especialmente em organizações sem fins lucrativos, na área de assistência social, meio ambiente, turismo e juventude.

Além desses 400 milhões, o governo vai liberar 200 milhões de francos para aliviar o aumento dos seguros de saúde e renunciar a 150 milhões que viriam do aumento antecipado do imposto sobre o consumo. Esse aumento deveria servir para cobrir furos de caixa da aposentadoria por invalidez – seu adiamento deve reduzir os custos de produção e aquecer o consumo.

Três metas do governo

"Em primeiro lugar, queremos reduzir com as novas medidas as consequências sociais da crise econômica e dar aos jovens desempregados novas perspectivas no mercado de trabalho", disse a ministra da Economia .

"Em segundo lugar, queremos aproveitar a crise para consolidar a posição internacional de nosso país com vistas a uma recuperação econômica após a crise. E, por último, o governo não que aumentar o endividamento público com a nova injeção financeira: os 400 milhões de francos representam menos de 0,1% do PIB. "Fazer mais dívidas não é a solução."

Equilíbrio das finanças públicas

Segundo o ministro das Finanças, Hans-Rudolf Merz, "muitos governos que liberaram grandes somas já perguntam agora como poderão enfrentar o endividamento nos próximos anos."

Os 400 milhões ainda estão dentro do espaço de manobra do orçamento federal e não contraria o freio à dívida aprovado pelo Parlamento, explicou o ministro. "2010 será um ano difícil, mas sabemos que 2011 será ainda mais difícil para o tesouro federal", disse Merz.

Críticas da esquerda e direita

O novo pacote conjuntural não satisfaz nem a direita nem a esquerda. A esquerda pede há muito tempo um engajamento mais forte do governo federal. Para direita, o dinheiro gasto dessa forma não dá resultados.

"Em comparação com a dimensão da crise, esse pacote tem valor apenas cosmético", diz Daniel Lampart, economista chefe da União Sindical Suíça. Depois do governo federal ter ajudado o UBS com 40 bilhões de dólares, ele deixa o povo, que sofre os efeitos dos erros dos banqueiros, entregue à própria sorte.

Nenhum impulso para a economia e sim apenas amenização dos efeitos da crise no mercado de trabalho: isso é o que a imprensa suíça espera do terceiro programa conjuntural. No conjunto, porém, as análises dos principais jornais são mais positivas do que as reações dos partidos.

Armando Mombelli, swissinfo.ch (com colaboração de Andreas Kaiser)

Primeiro pacote

Foi aprovado no final de 2008 pelo governo e Parlamento.

Liberação das reservas de crise: 550 milhões

Desbloqueio de créditos: 205 milhões

Mais proteção contra cheias: 66 milhões

Investimento em habitação: 45 milhões

Construções civis: 20 milhões

Fomento à exportação: 5 milhões

Total: 900 milhões de francos suíços

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Segundo pacote

Foi aprovado em fevereiro de 2009 pelo governo e é discutido agora no Parlamento.

Melhoria da infraestrutura (ferrovias, estradas): 530 milhões

Energia e meio ambiente: 80 milhões

Pesquisa aplicada: 50 milhões

Turismo e outros setores: 40 milhões

Total: 700 milhões de francos suíços

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Terceiro pacote

Terceira fase do programa de estabilização da economia a partir de 2010

Medidas contra o aumento do desemprego: 400 milhões

Contribuição especial para diminuir as taxas do seguro de saúde: 200 milhões

Reforma do imposto sobre consumo: 150 milhões

Total: 750 milhões de francos

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