Alemão morto pela polícia tinha ligações com movimento anti-vacina
O cidadão alemão que foi morto a tiros pela polícia no início desta semana havia sequestrado um funcionário do ministério da saúde e tinha ligações com o movimento anti-vacina, de acordo com a mídia suíça.
O homem de 38 anos foi baleado durante uma ação da polícia em Wallisellen, na periferia de Zurique, na quarta-feira. A polícia foi obrigada a abrir fogo depois dele sacar uma arma e atirar em sua companheira.
A polícia revelou que o suspeito estava sendo procurado por um sequestro realizado em 31 de março.
O jornal Tages Anzeigerinformou no sábadoLink externo que a vítima do sequestro era conhecida como uma figura pública ligada à campanha de vacinação federal. A mídia foi impedida de relatar mais detalhes por uma liminar judicial.
Acredita-se que a vítima do sequestro tenha sido mantida por várias horas em 31 de março e ameaçada com armas de fogo antes de ser liberada.
O suspeito do sequestro supostamente tinha conexões com pessoas que mantinham fortes crenças anti-vacinas.
Vários meios de comunicação noticiaram a prisão de um homem de 34 anos de idade em conexão com o caso, que também se acredita ser um teórico da conspiração anti-vacina.
Durante o auge da pandemia, as ameaças contra funcionários públicos aumentaram drasticamente, de acordo com estatísticas da polícia federal.
“Nos últimos dois anos observamos uma radicalização intensa na Suíça, também pela internet”, disse oLink externo cientista social e jornalista Marko Kovic à emissora pública suíça SRFLink externo. “Portanto, não é de se estranhar que isso tenha se traduzido em um ato de violência”.
Tiros fatais, incluindo incidentes envolvendo a polícia, são raros na Suíça.
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