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Arquiteto suíço desenvolve casas especiais para a Antártida

O que faz um arquiteto no frio do Antártida? Fácil: ele projeta edifícios e casas adequadas ao clima hostil do Polo Sul. Não são casas regulares, mas sim instalações voltadas à pesquisa científica.

Este conteúdo foi publicado em 07. abril 2019 - 11:00
Claudio Moschin

O arquiteto suíço Gianluca Rendina vive em Londres e é um dos poucos arquitetos do mundo especializado em projetar construções capazes de suportar temperaturas extremas.

 Seu primeiro projeto foi a estação de pesquisa polar Halley VI, da British Antarctic Survey (BAS), o órgão responsável pelos assuntos relativos aos interesses do Reino Unido na Antártica.

No local, os pesquisadores estudam os campos magnéticos da Terra. Suas condições de trabalho não são fáceis. Por vezes têm de suportar temperaturas que chegam até a 60 graus negativos e ventos de mais de 150 quilômetros por hora. Na base costumam passar períodos de até 18 meses.

A NASA e a Agência Europeia Espacial se interessam pelos projetos de Rendina. Keystone

A construção projetada por Rendina é bastante inovadora. Alguns a descrevem como uma espécie de "centopeia" formada por sete módulos azuis (ou casas), ligados a uma construção central, de maiores dimensões. Elas repousam sobre esquis gigantes e podem ser levantadas e deslocadas para outro lugar se o movimento do gelo criar algum perigo ou se as condições climáticas se tornarem demasiado perigosas.

O arquiteto suíço é um dos diretores do estúdio de design Hugh Broughton. Atualmente leva suas visões a novas fronteiras: gelo e espaço.

 Dentre os projetos que atualmente realiza: uma estação polar científica da Nova Zelândia, uma da Espanha e outra da Grã-Bretanha.

Em colaboração com a NASA, ele e sua equipe também estudam soluções habitacionais extremas para uma possível missão ao planeta Marte.

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