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Importância dos curandeiros em Moçambique

Este conteúdo foi publicado em 15. janeiro 2015 - 10:13

A curandeira Delfina Againe atende os pacientes na sua casa de pau a pique em um bairro popular de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, ao norte de Moçambique. Ela não sabe quantos anos tem, mas acredita serem "mais de sessenta". Os tratamentos são os mais diversos. "Elas pedem para curar doenças e outros males, mas também por emprego", conta. As cerimônias religiosas são feitas em um templo construído ao lado da casa. Nela, a curandeira faz preces para Mulugu (Deus) através de diversos rituais. Os pacientes retribuem pelas graças recebidas através de dinheiro.

Pelo importante papel que os curandeiros têm em Moçambique na cultura popular, o governo tenta integrá-los no sistema público de saúde como agentes auxiliares. A ideia é formá-los, para que eles reconheçam as doenças e enviem, se necessário, as pessoas, ao tratamento nos hospitais.

Os curandeiros são geralmente os primeiros a serem procurados pelas populações. Além de viverem nas próprias comunidades, as crendices são fortemente arraigadas. Especialistas consideram que os curandeiros têm grande conhecimento das ervas medicinais e outras formas de tratamento tradicionais, mas chegam muitas vezes aos seus limites quando se trata de lidar com patologias.

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