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EUA restringem acesso da Suíça a chips de IA

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Produção de microchips na fábrica da Espros Photonics Corporation (EPC) em Sargans, cantão de St. Gallen (2013). Keystone / Christian Beutler

A Suíça foi excluída pelos EUA dos países aliados para acesso ilimitado aos microprocessadores necessários para a inteligência artificial.

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Os EUA mudaram recentemente as regras para a exportação de produtos relacionados à inteligência artificial. Agora, somente os países considerados aliados têm permissão para acessar esses processadores de computador. E a Suíça não é um deles.

Apenas 18 países são considerados aliados confiáveis dos EUA, incluindo França, Alemanha e Japão. De acordo com Washington, essas nações são dignas de acesso irrestrito a esses sofisticados processadores de computador, que são fabricados exclusivamente por empresas norte-americanas.

Essa nova regulamentação entrará em vigor em quatro meses. Depois disso, a Suíça ainda poderá importar esses microchips, mas estará sujeita a uma cota limitada nos próximos anos.

Dependência

Os especialistas já estão expressando suas preocupações, pois esses chips são amplamente utilizados em pesquisas acadêmicas e também por muitas empresas.

Essa tecnologia já está presente em muitas áreas e será onipresente nos próximos meses e anos, diz Olga Baranova na televisão RTS da Suíça de língua francesa. Ela é Secretária Geral da associação CH++, um lobby de cidadãos para fortalecer o conhecimento científico e tecnológico na política.

Baranova também destaca que os EUA controlam amplamente o mercado, o que dificulta o fornecimento alternativo.

Bloqueio de países rivais

Não está totalmente claro por que a Suíça não é um dos países aliados. O documento oficial do Departamento de Comércio dos EUA lista os países em que eles confiam para proteger sua tecnologia e não têm restrições. Entretanto, nenhuma declaração individual foi feita com relação aos países excluídos.

No entanto, parece claro que o principal objetivo dessa regulamentação é impedir que países rivais, especialmente a China, tenham acesso a essa tecnologia de ponta. Os EUA não estão apenas tentando restringir as exportações, mas também impedir que as empresas chinesas contornem as restrições criando subsidiárias no exterior.

Olga Baranova pede, assim, que o governo suíço mostre aos EUA que a Suíça atende aos critérios para ser considerada um parceiro confiável. “Cabe claramente à Suíça demonstrar sua confiabilidade e fornecer aos Estados Unidos garantias adicionais.”

A Secretaria de Estado para Assuntos Econômicos (Seco) está atualmente analisando o documento e seu impacto potencial sobre empresas e instituições de pesquisa. De acordo com a Seco, já foram iniciadas discussões com as autoridades americanas para garantir que essa regulamentação não prejudique a pesquisa ou a inovação na Suíça.

A Seco também ressalta que a Suíça abriga empresas americanas e seus centros de pesquisa que fazem uso intenso desses chips, como a Google.

(Adaptação: Fernando Hirschy)

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