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Berna e Genebra homenageiam Marielle Franco

Manifestantes enfrentaram a chuva para engrossar o ato que ocupou a Waisenhausplatz, em Berna (14.03). © Manu Friederich

Mais de duzentas pessoas se manifestaram na quinta-feira nas cidades suíças de Berna e Genebra, em homenagem à vereadora carioca Marielle Franco, assassinada há exatamente um ano, informou o jornal Le Courrier. 

Este conteúdo foi publicado em 15. março 2019 - 11:38

Marielle Franco foi uma das mais ativas vozes das mulheres negras e pobres, sendo ela mesma originária da favela da Maré, no Rio de Janeiro. Ativista social e defensora dos direitos humanos, feminista, e assumidamente lésbica, Marielle era vereadora desde 2016 pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Os organizadores da homenagem, 26 associações contando entre elas ONGs, sindicatos e organizações de solidariedade, pretendem iniciar com as manifestações uma mobilização permanente para exigir o respeito pelos direitos das minorias no Brasil.

Judith Reuser, representante da Voz do Cerrado, uma das associações organizadoras, disse ao Le Courrier que a subida de Jair Bolsonaro à presidência do Brasil alimenta os temores de mais ataques contra os movimentos sociais, os direitos humanos e seus defensores.

"São os povos indígenas, os sem-terra, a população negra, os habitantes das favelas e a comunidade LGBTIQ, os grupos que mais correm perigo", disse Reusser.

Ela também observou que as manifestações na Suíça em homenagem a Marielle Franco são "um sinal importante de solidariedade internacional contra a violência de gênero, racismo e homofobia".

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