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Atraso na entrega de vacinas da Pfizer-BioNTech afeta plano suíço

Clínico geral prepara uma injeção da vacina da Pfizer-BioNTech em seu consultório em Oensingen, sábado, 16 de janeiro Keystone / Peter Klaunzer

A Suíça será afetada pelo atraso temporário na entrega da vacina Pfizer-BioNTech Covid-19 na Europa, confirmaram as autoridades sanitárias federais.

Este conteúdo foi publicado em 18. janeiro 2021 - 11:40
Keystone-SDA/SRF/swissinfo.ch/ilj

Segundo o Departamento Federal de Saúde Pública (FOPH), a entrega esperada para esta segunda-feira será menor, mas que a segunda dose para aqueles que já receberam a vacina não está em risco.

"Não esperamos isto. Em primeiro lugar, porque ainda estamos recebendo as entregas e, em segundo lugar, porque estamos acompanhando isso de perto e podemos, portanto, atrasar ligeiramente as primeiras vacinações. Mas ainda não esgotamos todas as doses", disse a vice-diretora do DFSP Nora Kronig em entrevista à televisão pública suíça SRF no sábado à noite.

A Pfizer confirmou na sexta-feira que as remessas para a Europa estavam sendo afetadas por mudanças em seus processos de fabricação destinados a impulsionar a produção.

Como resultado, está havendo "uma redução temporária no número de doses entregues na próxima semana. Estaremos de volta ao cronograma original de entregas para a União Européia a partir da semana de 25 de janeiro, com o aumento das entregas a partir da semana de 15 de fevereiro". A empresa disse que entregaria a quantidade totalmente comprometida de doses de vacina no primeiro trimestre e significativamente mais no segundo trimestre.

Vários países europeus já expressaram sua preocupação com o atraso, especialmente para garantirem a segunda dose da vacina em tempo hábil. A vacina Pfizer-BioNTech precisa ser administrada duas vezes com uma espera de três semanas entre as doses.

A vacina da Pfizer/BioNTech foi liberada para uso na Suíça em 20 de dezembro.

A estratégia correta

Kronig disse que estava preocupada com o atraso na Bélgica, onde a situação do coronavírus continua tensa.

A Suíça entrará em um semi-confinamento hoje (segunda-feira) para tentar evitar uma terceira onda trazida pelas variantes de difusão mais rápida do coronavírus.

Kronig disse à SRF que a aprovação de uma segunda vacina foi um fato ainda mais importante, e que o país estava seguindo uma estratégia diversificada envolvendo várias vacinas. Na terça-feira passada, a agência sanitária Swissmedic deu luz verde para o uso 'imediato' da vacina produzida pela empresa americana Moderna.

De acordo com o tablóide SonntagsBlick, a Moderna entregará à Suíça 7,5 milhões de doses de vacina Covid-19 em lotes nos próximos meses. Isto colocará o país entre os líderes mundiais na inoculação de sua população, disse o responsável para a Europa da Moderna, Dan Staner, em uma entrevista ao jornal.

No total, a Suíça encomendou 15,8 milhões de doses de vacina para sua população de 8,6 milhões: 3 milhões da Pfizer/BioNTech, 7,5 milhões da Moderna e 5,3 milhões da Oxford/AstraZeneca.

A vacina Oxford/AstraZeneca aguarda aprovação regulatória, que deve acontecer ainda neste mês, segundo o jornal zuriquenho NZZ.

Para os cantões, rapidez é essencial


Mais de 60.000 pessoas na Suíça foram vacinadas contra a Covid-19 desde o final de dezembro. O plano é vacinar seis milhões de pessoas até o verão. Kronig disse que não esperava que este plano fosse colocado em risco pelos acontecimentos.

Durante uma reunião on-line no sábado, o Ministro da Saúde suíço Alain Berset e os cantões - que são responsáveis pelos assuntos de saúde na Suíça e pela realização das vacinações - concordaram que o "ritmo" das aplicações precisava ser mais rápido.

De acordo com o NZZ am Sonntag, as autoridades federais cogitam diminuir as remessas de doses da vacina para os cantões que forem muito lentos, e aumenta-las para aqueles que forem mais rápidos.


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