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Suíça prende criminosos em operação internacional contra lavagem de dinheiro

Duas pessoas foram presas em Zurique como parte de uma operação internacional de combate à lavagem de dinheiro. 

Este conteúdo foi publicado em 05. dezembro 2019 - 12:36
Os aliciadores de "mulas financeiras" estão utilizando cada vez mais as mídias sociais para anunciar esquemas de obtenção de lucro rápido que atraem particularmente os jovens Keystone

Na Suíça, 175 pessoas foram identificadas como "mulas financeiras" nos cantões de Vaud, Zurique, Argóvia e Basileia, 78 das quais são suspeitas de serem "aliciadoras", disse a porta-voz do Departamento Federal de Polícia, Anne-Florence Débois, na quarta-feira (4).  

Sua agência teve um papel de coordenação entre a Agência Europeia de Polícia (Europol) e os cantões suíços, disse Débois. 

A Europol anunciou na quarta-feira que a polícia de 31 países, incluindo a Suíça, prendeu 228 pessoas e identificou mais de 3.800 mulas como parte de uma grande operação contra a lavagem de dinheiro. 

A operação, que decorreu de setembro a novembro, levou à abertura de mais de 1.000 inquéritos e evitou uma "perda total de € 12,9 milhões (CHF 14,1 milhões)", disse a Europol. 

O órgão de polícia afirmou que, ao contrário dos seus homólogos do tráfico de drogas, as mulas de dinheiro "não transportam produtos ilegais através de uma fronteira física". Em vez disso, participam - muitas vezes inconscientemente - em atividades de lavagem de dinheiro, recebendo e transferindo dinheiro obtido ilegalmente entre contas bancárias e/ou países".  

A Europol também disse que os recrutadores de mulas estão inventando formas criativas para atrair candidatos. Estas incluem golpes românticos em sites de encontros e a utilização crescente das redes sociais "para recrutar novos cúmplices através de anúncios para enriquecimento rápido", que atraem particularmente os jovens.   

A Europol disse ter lançado nesta semana a campanha #DontbeaMule para sensibilizar as pessoas contra este tipo de fraude. 



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