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Suíça detecta primeiro caso de mutação brasileira do coronavírus

Virginie Masserey, diretora da seção de Controle de Infecções no Departamento Federal de Saúde Pública (BAG, na sigla em alemão) Keystone / Peter Schneider

Na segunda-feira (09 de fevereiro), o Departamento Federal de Saúde Pública (BAG, na sigla em alemão) informouLink externo ter detectado um primeiro caso de variante brasileira do novo coronavírus.

Este conteúdo foi publicado em 10. fevereiro 2021 - 16:25
SRF

Até agora, 4.411 casos com variantes do coronavírus foram registrados no país, cerca de 60% a mais do que há uma semana, declarou Virginie Masserey, diretora da seção de Controle de Infecções no BAG.

Martin Ackermann, presidente da força-tarefa científica federal, considera ser possível reduzir mais a mobilidade da população para conter a pandemia.

Epidemiologistas estimam que a proporção de casos com variantes de coronavírus mutantes na Suíça está agora entre 30 e 40 por cento em todo o país. As autoridades sanitárias ainda estão tentando descobrir como a variante brasileira do novo coronavírus chegou à Suíça.

Segundo Ackermann, a distância média percorrida pela população diminuiu em menos de dez por cento nas últimas semanas. Em janeiro, a distância média percorrida por dia era de 30 quilômetros. Durante o "lockdown" do ano passado, o espaço médio percorrido era bem menor: 20 quilômetros.

Ackermann destacou que o número de infecções com as cepas conhecidas do vírus caiu pela metade nas últimas quatro semanas, uma indicação da eficácia das medidas adotadas em 18 de janeiro de 2021.

No entanto, as novas variantes, que são cerca de 50% mais contagiosas, são um motivo de preocupação para as autoridades. Segundo Ackermann, as infecções com a variante B117 dobram uma vez a cada dez dias. De acordo com os cálculos, cerca de um quinto dos casos atuais poderiam ser atribuídos a esta mutação.

Por esta razão, o chefe da força-tarefa recomenda reforçar as medidas de segurança. O objetivo, disse, é evitar ter um crescimento exponencial em março. Até agora, não foi possível reduzir as infecções crescentes com o B117, explicou Ackermann.

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