Navigation

Suíça e Itália interrompem todos os serviços ferroviários transfronteiriços

Um trem na estação de Bellinzona, na Suíça italiana, impedido de viajar entre as cidades suíças e Milão, por enquanto. Keystone

A Suíça e a Itália suspenderão todos os serviços ferroviários transfronteiriços a partir de quinta-feira porque o pessoal ferroviário não tem capacidade de realizar os controles de segurança para Covid-19 exigidos pelo governo italiano, disse a Companhia Ferroviária Federal Suíça (CFF) na terça-feira.

Este conteúdo foi publicado em 08. dezembro 2020 - 17:30
swissinfo.ch/fh

A mudança, em vigor indefinidamente, afeta dezenas de rotas diárias, incluindo trens de longa distância entre Milão e Frankfurt, bem como trens regionais que ligam os dois países, onde muitos trabalhadores viajam diariamente através da fronteira do norte da Itália com a Suíça.

O serviço regional entre Brig, no cantão Valais, e Domodossola, na Itália, não foi afetado.

A Suíça e os vizinhos Itália, Alemanha e França tinham reduzido o serviço ferroviário em novembro, mas o aumento de casos durante a segunda onda de infecções provocaram novas exigências do governo italiano.

A Itália não proibiu explicitamente as viagens de trem ao exterior, mas suas exigências - inclusive para que as temperaturas dos passageiros sejam medidas - excedem a capacidade do pessoal ferroviário, disse uma porta-voz da CFF, o que levou à decisão de interromper as linhas suíço-italianas.

"Os trens da CFF viajarão apenas até a fronteira do país com a Itália", disse a companhia ferroviária federal.

A Itália, França e Alemanha também introduziram novas exigências para evitar que os esquiadores viajem durante as férias para a Suíça e Áustria, onde as e estações de esqui devem estar abertas para esquiar de forma limitada e apenas local.

Os comentários do artigo foram desativados. Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós!

Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch.

Partilhar este artigo