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Reféns são libertados

Avião alemão aguarda para repatriar ex-reféns no aeroporto de Bamako. Keystone

Os 14 ex-reféns europeus no deserto do Saara chegaram esta manhã a Colônia, na Alemanha. Eles foram libertados segunda-feira, no Mali, após quase 6 meses de cativeiro.

Este conteúdo foi publicado em 19. agosto 2003 - 10:41

Os 4 suíços chegarão hoje a Zurique. Governos não revelam a quantia paga para libertar os reféns.

Os últimos preparativos para o retorno dos quatorze turistas presos durante seis meses por grupos radicais islâmicos no deserto do Saara estão em andamento.

Uma aeronave já está pronta para decolar em Gao, um pequeno povoado localizado no deserto na região oeste do Mali, para onde os seqüestrados foram levados num comboio de automóveis. De Gao os turistas serão levados para Bamako, a capital do Mali. De lá, um avião da força aérea alemã irá trazê-los de volta para a Europa, terminando com uma grande odisséia o que teria sido apenas um passeio despreocupado no deserto.

Dos quatorze turistas, quatro são suíços, nove alemães e um é holandês.

Dinheiro do resgate é segredo de Estado

Na segunda-feira à noite (18.08), Jürgen Chrobog, alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, anunciava que os turistas estavam em boas condições de saúde. Micheline Calmy-Rey, ministra das Relações Exteriores da Suíça pretende receber pessoalmente os quatro suíços libertados quando estes chegarem em Zurique.

Na tarde de segunda-feira os turistas ainda estavam em poder dos seqüestradores numa região próxima à Tessalit, uma cidade ao norte do Mali e próxima à fronteira com a Algéria. Depois de muita negociação, o grupo foi entregue às autoridades governamentais.

Segundo o jornal maliense “L’Indépendant”, o dinheiro entregue para libertar os turistas europeus deve ultrapassar a soma de 5,3 milhões de dólares. Esse montante será reembolsado pela Alemanha ao governo de Mali, através de um aumento dos recursos do programa ajuda ao desenvolvimento da república africana. Tanto o governo alemão como o governo suíço recusam-se a dar mais detalhes sobre o pagamento do resgate. O medo geral é que outros grupos radicais da região possam se inspirar nesse modelo.

Trabalho conjunto

Os governos da Alemanha, a Holanda e a Suíça cooperaram para terminam com o seqüestro. Com esse objetivo, uma equipe dos três países havia sido deslocada para Bamako. Dela faziam parte dois especialistas da Polícia Federal Suíça.

Durante os seis meses que passaram no deserto, os turistas seqüestrados foram constantemente obrigados a se deslocar na região localizada entre a Algéria e o Mali. Durante o dia as temperaturas passavam dos 45 graus. À noite eles podem descer até 10 graus.

swissinfo com agências

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