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Por Ju-min Park

SEUL (Reuters) - O corpo do homem mais procurado da Coreia do Sul, ligado ao naufrágio de uma balsa em abril, no qual morreram 300 pessoas, foi identificado mais de uma semana depois de ser encontrado em meio a um pomar, com um livro de sua autoria e garrafas de bebida alcoólica vazias próximos, disse a polícia nesta terça-feira.

O chefe de polícia responsável pelo caso em uma pequena cidade no sul do país foi demitido nesta terça-feira por não ter reconhecido o livro ou ter feito uma mínima relação entre os indícios, além de não ter sido capaz de identificar o corpo antes.

A polícia disse que o DNA e as digitais provenientes do corpo em avançada decomposição encontrado no dia 12 de junho provaram se tratar de Yoo Byung-un, de 73 anos, alvo da maior operação de procura de um suspeito ocorrida na Coreia do Sul, com dois meses de duração.

Ao lado do corpo havia um livro escrito por Yoo e uma garrafa vazia de óleo de fígado de tubarão, usado como profilático, fabricado pela empresa da família Yoo, e três garrafas vazias de álcool, disse a polícia.

Yoo era um rico executivo que dirigia os negócios da família proprietária da empresa que operava a balsa que afundou, no pior desastre marítimo da Coreia do Sul nos últimos 20 anos.

A polícia disse não ter determinado a causa da morte, mas informou que ele não parecia ter sido vítima de violência. Exames toxicológicos estavam sendo conduzidos.

A balsa Sewol afundou após tentar realizar uma curva em velocidade alta demais no dia 16 de abril, quando fazia uma viagem corriqueira para a ilha de Jeju. Dos 476 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes, 339 eram crianças e professores de uma mesma escola nos arredores de Seul. Somente 172 pessoas foram resgatadas e presume-se que as restantes se afogaram.

O fracasso das autoridades em localizar Yoo havia se tornado um problema político para a presidente Park Geun-hye, cujo governo foi duramente criticado pelo modo como lidou com o desastre. O principal partido de oposição se aproveitou da descoberta do corpo de Yoo para criticar os órgãos de investigação do governo, qualificando-os de incompetentes.

(Reportagem adicional de Sohee Kim, Kahyun Yang, Meeyoung Cho e James Pearson)

Reuters