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Por Kate Kelland
LONDRES (Reuters) - As mulheres enfrentam o impacto de secas, aumento no nível dos oceanos, derretimento de geleiras e outros efeitos da mudança climática, mas são em grande parte ignoradas do debate sobre como evitar tudo isso, afirmou o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) na quarta-feira.
Em seu relatório de 2009 sobre a situação da população mundial, a agência afirmou que os pobres do mundo são os mais vulneráveis à mudança climática e a maioria do 1,5 bilhão de pessoas vivendo com até 1 dólar por dia é formada por mulheres.
"As mulheres pobres nos países pobres estão entre os atingidos de forma mais severa pela mudança climática, mesmo que sejam as que menos contribuam para ela", afirmou a diretora executiva do UNFPA, Thoraya Ahmed Obaid.
Os líderes mundiais devem se encontrar numa conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima em Copenhague em dezembro e a agência da ONU pediu que eles pensem sobre quantas mulheres são prejudicadas pela mudança climática e sobre o quanto elas poderiam ser engajadas para combatê-la.
"Com a possibilidade de uma catástrofe climática no horizonte, não podemos arcar em relegar os 3,4 bilhões de mulheres e meninas do mundo ao papel de vítimas", disse Obaid ao comentar o relatório. "Não faria mais sentido ter 3,4 bilhões de agentes para a mudança?"
Obaid afirmou que, como os pobres tendem a depender da agricultura para sobreviver, eles correm risco de passar fome ou perder o seu sustento quando ocorrerem as secas, inundações ou furacões. Eles também tendem a viver em áreas marginais, mais vulneráveis a enchentes, marés em elevação e tempestades.
Como as mulheres em geral são as mais pobres da sociedade e têm menos poder sobre a própria vida, reconhecimento menor de seu valor econômico e arcam com a responsabilidade de criar os filhos, elas sofrem mais, afirmou ela.

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Reuters