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Acusações de fraude levam ao adiamento de resultados de eleição afegã

Este conteúdo foi publicado em 02. julho 2014 - 13:10

Por Mirwais Harooni

CABUL (Reuters) - Os resultados preliminares da eleição presidencial no Afeganistão, que deveriam ser anunciados nesta quarta-feira, foram adiados, disse uma autoridade eleitoral, em meio a acusações de fraude que ameaçam dividir o frágil país em linhas étnicas.

Os votos de cerca de 2.000 colégios eleitorais da eleição de 14 de junho devem ser revisados e contados novamente, disse Sharifa Zurmati Wardak, da Comissão Independente de Eleição.

A disputa presidencial foi entre o ex-ministro das Relações Exteriores Abdullah Abdullah e o ex-economista do Banco Mundial Ashraf Ghani.

“Isso vai levar quase uma semana, e o resultado final não será anunciado no prazo”, disse Wardak à Reuters.

Um representante sênior da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que o adiamento tinha a intenção de levar em consideração as alegações de Abdullah de que seu rival cometeu ampla fraude eleitoral.

Assessores de Ghani, citando observadores eleitorais, dizem que ele lidera por uma diferença de 1 milhão de votos. Mas os dados oficiais ainda não foram divulgados.

A eleição tem como intenção marcar a primeira transferência democrática de poder da história afegã, um passo crucial para a estabilidade do país em um momento em que a Otan se prepara para retirar a maior parte de suas tropas até o fim do ano.

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