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DONETSK Ucrânia (Reuters) - Uma pausa nos combates entre forças ucranianas e separatistas pró-Rússia permitiu que especialistas internacionais continuassem neste sábado a busca pelos restos mortais dos passageiros do avião da Malaysia Airlines derrubado no leste da Ucrânia no mês passado.

Cerca de 70 especialistas trabalharam no local pelo segundo dia consecutivo, após um acordo de cessar-fogo local entre o Exército ucraniano e os rebeldes, disse a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

“Dia longo pela frente. Trabalho intensivo com foco na recuperação dos restos das vítimas”, afirmou no Twitter o órgão, que tem oito representantes no local.As estradas estavam há dias muito perigosas devido ao conflito e isso frustrou os esforços para recuperar os restos de todas as 298 vítimas fatais e avançar na investigação da causa do desastre.Autoridades ucranianas afirmaram nesta semana que cerca de 80 corpos ainda não foram recuperados após a queda do Boeing 777.Os especialistas, que incluem holandeses e australianos, recuperaram mais restos mortais na sexta-feira, mas a segurança no local foi classificada como “instável e imprevisível”. Entre os 298 mortos, havia 196 holandeses, 27 australianos e 43 malaios.

Os Estados Unidos dizem que os separatistas provavelmente derrubaram o avião por engano com um míssil de fabricação russa. Os rebeldes e Moscou negam a acusação e atribuem a derrubada da aeronave em 17 de julho à campanha militar de Kiev para reprimir a revolta dos separatistas.

O Exército ucraniano disse que suas forças não sofreram baixas durante o conflito na madrugada, embora foram registrados tiroteios contínuos em algumas áreas, incluindo disparos de tanques e mísseis ao redor de Luhansk, cidade controlada pelos rebeldes.

Os militares relataram três casos de tiroteio do outro lado da fronteira com a Rússia, uma acusação cada vez mais frequente contra Moscou. A Rússia nega, e a agência de notícias russa RIA citou os guardas de fronteira dizendo que nove projéteis foram disparados do território ucraniano em direção ao território russo.

(Reportagem de Maria Tsvetkova, em Donetsk; de Pavel Polityuk e Timothy Heritage, em Kiev; e de Alexander Winning, em Moscou)

Reuters