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(Reuters) - A Arábia Saudita posicionou 30 mil soldados em sua fronteira com o Iraque após soldados iraquianos terem abandonado a área, disse a TV al-Arabiya nesta quinta-feira, mas Bagdá negou a debandada e disse que a fronteira permanece sob seu total controle.

Maior exportador de petróleo do mundo, a Arábia Saudita compartilha uma fronteira de 800 quilômetros com o Iraque, onde insurgentes do Estado Islâmico e outros grupos militantes sunitas tomaram o controle de cidades em um rápido avanço no mês passado.

O rei Abdullah ordenou todas as medidas necessárias para proteger o reino contra potenciais “ameaças terroristas”, disse a agência estatal SPA nesta quinta-feira.

O reino, aliado dos Estados Unidos, superou sua própria insurgência interna da al Quaeda há quase uma década e está cauteloso sobre qualquer nova ameaça de radicais islâmicos sunitas.

A al-Arabiya, com sede em Dubai, disse em seu website que tropas sauditas foram direcionadas à região de fronteira após forças do governo do Iraque terem se retirado de suas posições, deixando as fronteiras saudita e síria desprotegidas.

O porta-voz militar do primeiro-ministro do Iraque negou que as forças tenham se retirado. “Essas são falsas notícias que afetam a moral de nosso povo e a moral de nossos heroicos combatentes”, disse o general Qassim Atta a repórteres em Bagdá.

Ele disse que a fronteira, que inclui em grande parte um enorme deserto, estava “totalmente" sob controle de tropas iraquianas.

A al-Arabiya informou ter obtido um vídeo mostrando cerca de 2.500 soldados iraquianos na região do deserto a leste da cidade iraquiana de Karbala, após terem se retirado da fronteira.

Um oficial, no vídeo transmitido pela al-Arabiya, disse que os soldados receberam ordens de deixar seus postos, sem justificativa. A autenticidade da gravação não pôde ser imediatamente verificada.

(Por Sami Aboudi)

Reuters