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Porta-voz da Casa Branca Josh Earnest durante coletiva de imprensa em Washington. 21/08/2013. REUTERS/Jason Reed

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WASHINGTON (Reuters) - A Casa Branca condenou nesta sexta-feira um ataque do Hamas contra soldados de Israel em Gaza, dizendo que foi uma violação do cessar-fogo humanitário recém-alcançado, e pediu a libertação de um soldado israelense capturado.

Israel declarou o fim do cessar-fogo nesta sexta-feira poucas horas depois de seu início, alegando que militantes do Hamas atacaram soldados israelenses que rastreavam túneis em Gaza e capturaram um deles.

"Isso seria uma violação um tanto bárbara do acordo de cessar-fogo", disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, à rede de notícias norte-americana CNN.

Earnest pediu ao Hamas que liberte o soldado israelense. Ele disse que o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, já havia entrado em contato com o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, para falar sobre os próximos passos a serem tomados na crise de Gaza.

Os EUA pediram à comunidade internacional que condenem a violação do cessar-fogo pelo Hamas com os "termos mais duros possíveis", disse Earnest.

"E encorajamos aqueles que possuem influência junto ao Hamas a fazê-los retornar aos termos do cessar-fogo e fazê-los obedecer os acordos com os quais concordaram logo ontem", disse ele.

No entanto, o observador permanente da Palestina para a ONU, Ryiad Mansour, disse à CNN não ter certeza se foi o Hamas quem conduziu um ataque ou violou o cessar-fogo. Na hora do ataque, militares israelenses mantinham operações na área, rastreando túneis do Hamas.

Mas o porta-voz do premiê israelense, Mark Regev, afirmou que militantes do Hamas atacaram soldados de Israel entre 60 e 90 minutos após o início do cessar-fogo, matando dois e aparentemente capturando um soldado.

"Isso parece ter sido uma ação absolutamente ultrajante do Hamas, usando a cobertura de um cessar-fogo para conduzir um ataque-surpresa por meio de um túnel, matando soldados israelenses e talvez levando um refém", disse Tony Blinken, vice-assessor de segurança nacional da Casa Branca, à rede MSNBC. "Condenamos muito duramente."

(Reportagem de Doina Chiacu e Roberta Rampton)

Reuters