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Por Sruthi Gottipati

NOVA DHÉLI (Reuters) - Aproximadamente 50 enfermeiras indianas foram levadas contra sua vontade de um hospital na cidade iraquiana de Tikrit, controlada por militantes, disse o Ministério das Relações Exteriores da Índia nesta quinta-feira.

Em uma coletiva de imprensa, o porta-voz da chancelaria, Syed Akbaruddin, se negou a dizer quem haveria ordenado as enfermeiras a deixar o hospital ou para onde teriam sido levadas.

Perguntado se as enfermeiras foram sequestradas, Akbaruddin disse: "Em zonas de conflito, não há liberdade de escolha... Essa é uma situação em que suas vidas estão em perigo."

Oommen Chandy, assessor do ministro-chefe do Estado indiano de origem das enfermeiras, Kerala, disse à Reuters que "militantes" as forçaram a deixar o hospital e embarcar em dois ônibus.

Tikrit, cidade natal do ex-presidente Saddam Hussein, tem sido local de intensos combates nesta semana, enquanto as tropas iraquianas lutam para recuperar o controle da cidade das mãos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).

Insurgentes do Estado Islâmico e outros grupos militantes muçulmanos sunitas tomaram cidades da Síria e Iraque em um rápida ofensiva no mês passado.

Há duas semanas, 40 operário de construção civil foram sequestrados em Mosul, no norte do Iraque, e somente um foi libertado até o momento.

Cerca de 10 mil indianos trabalham no Iraque, a maioria em áreas não afetadas por conflitos, mas muitos deles voltaram para a Índia desde que o EIIL começou sua ofensiva.

(Reportagem adicional D. Jose, em Thiruvananthapuram)

Reuters