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BAMAKO, Mali, 13 Jul (Reuters) - Mais de 30 pessoas foram mortas em confrontos no deserto no norte do Mali, disseram o exército e rebeldes tuaregues, poucos dias antes do início das negociações de paz mediadas internacionalmente.

Islâmicos ligados à al Qaeda se aproveitaram de uma revolta separatista Tuareg e ocuparam faixas do norte do Mali em 2012, antes de serem expulsos no ano passado por tropas francesas.

Os compatentes se espalharam por montanhas do Saara e dunas de areia, mas levaram a cabo uma série de ataques contra as tropas da Organização das Nações Unidas (ONU) e as forças do Mali.

Uma fonte do exército disse no domingo que 37 pessoas foram mortas em confrontos que começaram na sexta-feira na região do deserto do norte entre Gao e Kidal. O exército atribuiu a violência a lutas internas entre os separatistas.

As negociações de paz entre representantes do governo de Mali e os rebeldes tuaregues devem começar na Argélia na quarta-feira, a primeira reunião desde os confrontos na cidade fortaleza dos Tuareg, Kidal, em maio, em que cerca de 50 soldados de Mali foram mortos.

A fonte do exército disse que os mortos nos mais recentes confrontos eram do principal grupo separatista Tuareg MNLA e de um grupo de árabes do norte do Mali chamado MAA.

No entanto, a porta-voz do MNLA Mohamed Ag Attaye disse em um comunicado que 35 foram mortos no exército maliano e em outras "milícias" e culpou as forças do governo de iniciarem o ataque.

(Reportagem de Adama Diarra e Tiemoko Diallo)

Reuters