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CAIRO (Reuters) - Uma explosão e confrontos entre a polícia e manifestantes no Cairo deixaram cinco pessoas mortas nesta quinta-feira, disseram fontes do setor de segurança, no aniversário de um ano da deposição pelo Exército do presidente islâmico eleito Mohamed Mursi.

Milhares de pessoas contrárias à deposição de Mursi pelo Exército no ano passado se juntaram a protestos em cidades e vilas por todo o país, disseram testemunhas. Protestos anteriores reuniram um número muito menor de pessoas após uma nova lei exigir a aprovação oficial das manifestações.

Medidas de segurança foram intensificadas no Cairo, com veículos blindados bloqueando o acesso à praça Tahrir, no centro da cidade, para prevenir protestos no local.

Três das vítimas desta quinta-feira morreram em confrontos entre as forças de segurança e os manifestantes no Cairo, disseram fontes da área da segurança. Há informações sobre protestos tanto no bairro rico de Mohandissen quanto em áreas pobres como Haram e Materiya.

Mais cedo nesta quinta-feira, dois homens foram mortos em uma explosão em um prédio residencial no bairro de Kerdasa, no oeste da capital, onde cerca de 10 policiais foram mortos em uma revolta de islamitas no ano passado. Fontes do setor de segurança disserem acreditar que uma das vítimas esteve envolvida nas mortes dos policiais.

Outra bomba foi detonada nesta quinta-feira em um carro próximo ao palácio presidencial de Abbasiya, no nordeste do Cairo, e três bombas caseiras explodiram perto de viaturas policiais no bairro central de Imbaba, sem deixar vítimas, acrescentaram as fontes.

Ninguém assumiu de imediato a responsabilidade pelos ataques.

O Cairo tem sido assolado por uma séria de pequenas explosões nos últimos dias. Dois policiais morreram na segunda-feira quando tentavam desarmar bombas deixadas perto do palácio presidencial.

(Reportagem de Shadia Nasralla e Lin Noueihed)

Reuters