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(e/d) O presidente de Guiné, Alpha Condé, o vice-presidente da Libéria, Joseph Boakai, e o chanceler de Serra Leoa, Samura Kamara, participam de uma cúpula de líderes EUA-África, em Washington, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira. 06/08/2014 REUTERS/Jonathan Ernst

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WASHINGTON (Reuters) - A agência reguladora do setor de saúde dos Estados Unidos autorizou nesta quarta-feira o uso de um exame para diagnosticar a contaminação por Ebola desenvolvido pelo Pentágono para ajudar a conter a pior epidemia mundial do vírus mortal.

A decisão faz parte de uma série de medidas tomadas pelo governo dos EUA nesta semana para tratar da doença altamente contagiosa que já matou mais de 930 pessoas na África e afetou centenas mais, incluindo dois norte-americanos que estão sendo tratados em Atlanta.

O teste de diagnóstico foi autorizado para utilização no exterior em militares, agentes humanitários e equipes de emergência em laboratórios designados pelo Departamento de Defesa para responder ao surto de Ebola, afirmou a Administração Federal para Drogas e Alimentos (FDA).

O teste, chamado DoD EZ1 Tempo-Real RT-PCR Assay, é projetado para uso em pessoas que apresentam sintomas de infecção por Ebola, que estão em risco de exposição ou que podem ter sido expostas. Pode levar até 21 dias para que os sintomas apareçam depois da contaminação.

A agência pode conceder autorização de emergência para um produto médico não aprovado quando não existem alternativas adequadas.

Não há cura conhecida para o Ebola, uma febre hemorrágica que tem sobrecarregado os sistemas de saúde rudimentares da África Ocidental. Tropas foram mobilizadas para proteger as áreas mais atingidas na remota região de fronteira da Guiné, Libéria e Serra Leoa.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) está reunida em Genebra, na Suíça, para considerar emitir uma declaração de emergência de saúde internacional.

As autoridades de saúde dos Estados Unidos se reuniram na segunda-feira em Washington com o presidente de Guiné, Alpha Condé, e autoridades de alto escalão da Libéria e de Serra Leoa para discutir a crise e identificar qual o tipo de ajuda mais necessária, disse um funcionário do Departamento de Estado.

Reuters