Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Andy Coulson, ex-assessor de comunicação do primeiro-ministro britânico, David Cameron, deixa tribunal após ser condenado a 18 meses de prisão por incentivar escutas telefônicas ilegais. 04/07/2014 REUTERS/Neil Hall

(reuters_tickers)

Por Michael Holden

LONDRES (Reuters) - Andy Coulson, ex-assessor de comunicação do primeiro-ministro britânico, David Cameron, foi condenado a 18 meses de prisão nesta sexta-feira por incentivar escutas telefônicas ilegais generalizadas por jornalistas para obter furos para o tabloide que ele editava, do magnata da mídia Rupert Murdoch.

Coulson, editor do extinto jornal News of World, de 2003 a 2007, foi condenado na semana passada por conspiração para interceptar mensagens de voz em telefones celulares após um julgamento de oito meses no tribunal de Old Bailey, em Londres.

"O que isto diz é que está correto que a Justiça seja feita e que ninguém está acima da lei", disse Cameron, que se desculpou por ter contratado Coulson.

O líder da oposição trabalhista, Ed Miliband, criticou Cameron por trazer um "criminoso para o coração de Downing Street" - a sede do governo britânico.

A pena máxima que Coulson, de 46 anos de idade, poderia enfrentar era de dois anos, mas o juiz disse ter levado em conta sinais de bom caráter fora de sua carreira.

Coulson não demonstrou emoção quando a sentença foi lida em um tribunal de Old Bailey, em Londres.

"Cabe ao Sr. Coulson ... a maior responsabilidade pelas escutas telefônicas do News of the World", disse o juiz John Saunders. "Ele sabia sobre isso e incentivou, quando deveria ter proibido."

A sentença foi divulgada exatamente três anos depois do dia em que o jornal The Guardian publicou as revelações de que o correio de voz do telefone da estudante assassinada Milly Dowler havia sido acessado.

A denúncia provocou indignação em todo o país e levou Murdoch a fechar o tabloide de 168 anos apenas alguns dias mais tarde. Foi constatado que o jornal tinha usado grampos ilegais em milhares de alvos - de estrelas de cinema a vítimas de criminalidade e ministros do governo - para obter furos para o jornal.

Reuters