Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

KUNSHAN, China (Reuters) - A China sofreu o seu pior acidente industrial em um ano neste sábado, quando uma explosão matou pelo menos 68 pessoas e feriu mais de 120 em uma fábrica que produz rodas para montadoras dos Estados Unidos, incluindo a General Motors.

O incidente na rica província oriental de Jiangsu ocorreu por volta de 07h30 na cidade de Kunshan, a cerca de uma hora de carro de Xangai, depois que uma explosão destruiu uma oficina que lustra parte das rodas.

Uma investigação preliminar sugeriu que a explosão na fábrica Kunshan Zhongrong Metal Products foi desencadeada quando uma chama foi acesa em uma sala cheia de poeira, disse o governo local em entrevista coletiva, descrevendo o incidente como uma violação grave de segurança.

Vários funcionários da empresa foram detidos, segundo o governo. A agência de notícias estatal Xinhua afirmou que cinco representantes da companhia estão sob custódia das autoridades.

Sobreviventes com pele queimada foram vistos sendo levados para ambulâncias, enquanto moradores locais diziam terem ouvido a explosão a dois quilômetros de distância. No local da explosão, imagens de televisão mostraram muros destruídos e máquinas pesadas que foram arremessadas pelas janelas.

"Nós ouvimos uma explosão muito alta por volta das 7 horas da manhã, então corremos para fora dos nossos dormitórios", disse Zhou Xu, um trabalhador de 26 anos de uma fábrica em frente.

"Primeiro, a ambulância chegou, então, como a notícia veio à tona na mídia, muitas famílias, especialmente as mulheres, correram para o local para ver se seus maridos estavam bem."

Imagens on-line e na televisão estatal mostraram grandes nuvens de fumaça negra saindo de um edifício branco baixo. Muitos dos feridos, que pareciam gravemente queimados em roupas chamuscadas, foram mostrados deitados sobre paletes de madeira, esperando para serem levados de maca em caminhões, ônibus públicos e ambulâncias.

Instado pelo presidente chinês, Xi Jinping, a não poupar esforços nos trabalhos de resgate, o governo de Kunshan disse que estava trazendo médicos de Xangai e outras regiões.

"Em meus 20 anos de trabalho nunca vi tantos pacientes com queimaduras em mais de 80 por cento dos seus corpos", disse um médico não-identificado na conta da emissora chinesa CCTV no site de microblog Weibo.

O médico alertou que o número de mortos pode ser "muito alto".

A China, segunda maior economia do mundo, tem um histórico precário de segurança no trabalho. Funcionários são muitas vezes mal treinados e mal equipados para se protegerem de acidentes industriais.

(Reportagem adicional de Aly Sung, em Kunshan; e de Judy Hua, em Pequim)

Reuters