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HAVANA (Reuters) - O ex-presidente cubano Fidel Castro culpou o governo ucraniano do presidente Petro Poroshenko pela derrubada de um avião malaio com 298 pessoas a bordo no leste da Ucrânia.

Líderes mundiais estão exigindo uma investigação internacional sobre a tragédia de quinta-feira, o que poderia marcar um momento de definição na pior crise entre a Rússia e o Ocidente desde a Guerra Fria.

As autoridades dos Estados Unidos suspeitam que o avião tenha sido abatido por um sofisticado míssil terra-ar disparado por separatistas ucranianos apoiados por Moscou. Fidel culpou o outro lado no conflito na Ucrânia.

“Cuba… não pode ficar sem expressar seu repúdio sobre a ação de um governo tão anti-Rússia, anti-Ucrânia e pró-imperialista”, disse o ex-líder revolucionário em um artigo de 270 palavras publicado pela imprensa oficial cubana nesta sexta-feira.

Em seu artigo intitulado "Provocação insólita", Fidel chama de "belicista"o governo do presidente Poroshenko.

Fidel, de 87 anos, se aposentou por motivos de saúde em 2008, após 49 anos como líder de Cuba, país comunista que era aliado estreito da ex-União Soviética durante a Guerra Fria.

Houve uma cisão nas relações entre Havana e Moscou após o colapso da União Soviética, mas Cuba aproximou-se novamente da Rússia. O presidente russo, Vladimir Putin, visitou Fidel na última sexta-feira, durante uma visita de Estado à ilha.

Fidel, que ocasionalmente escreve sobre o mundo e sobre eventos locais, também criticou a ofensiva terrestre de Israel sobre Gaza por conta do conflito com o Hamas, particularmente o crescente número de mortos civis.

“O presidente dos Estados Unidos apoia tal ação, chamando este repugnante crime de um ato de legítima defesa”, escreveu Fidel no mesmo artigo. “Obama não apoia David Contra Golias, mas sim Golias contra David."

(Por Daniel Trotta)

Reuters