Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Por Noah Browning

GAZA (Reuters) - Os moradores da Faixa de Gaza, em sua maioria atemorizados e fechados em suas casas, após 13 dias de bombardeios israelenses, soltaram fogos de artifício e gritaram "Deus é grande!" na escuridão da madrugada desta segunda-feira, depois que o Hamas disse ter capturado um soldado israelense.

Com roupas de camuflagem, Abu Ubaida, um porta-voz mascarado do braço armado do grupo militante islâmico palestino, anunciou que um soldado chamado Shaul Alon foi preso durante combates ​​na fronteira de Gaza no domingo.

Ele apresentou um o documento de identidade com foto de Alon, mas não mostrou imagens do soldado em cativeiro.

O embaixador de Israel nas Nações Unidas negou a alegação do Hamas, mas o Exército israelense não confirmou nem negou a notícia e um porta-voz militar disse nesta segunda-feira: "Nós ainda não podemos descartá-la".

A informação levantou o moral dos exaustos habitantes de Gaza. Se for confirmada, vai cumprir as promessas de longa data do Hamas de prender membros das tropas israelenses na esperança de trocá-los por prisioneiros palestinos, o que aumenta a popularidade do grupo.

"Centenas de mártires caíram e nós estamos sob ataque 24 horas por dia ... mas hoje é como um feriado e nós sentimos a alegria de ter um soldado em nossas mãos e nós esperamos que outros se seguirão", disse o vendedor de legumes Musa Abu Attiyeh, interrompido por um foguete israelense que passou zunindo e caiu nas proximidades, sacudindo sua loja.

"As palavras de Abu Ubaida são balas, mais forte do que as balas. Ele não mente, nunca", disse o lojista.

"Agora é a vez dos judeus sentirem a pressão e preocupação, e vamos ver os nossos filhos nos presídios celebrando em casa em breve, se Deus quiser."

Treze soldados israelenses foram mortos em combates ​​no domingo na cidade fronteiriça oriental de Shejaia, onde o Hamas disse que capturou o soldado durante um ataque com foguetes contra um veículo que transportava tropas israelenses.

Israel ainda não divulgou os nomes de todos os mortos, sugerindo que ainda está verificando suas identidades a partir dos corpos.

O grupo Hamas conquistou prestígio e elogios de apoiadores no mundo árabe quando, em 2011, trocou um soldado israelense raptado cinco anos antes durante uma incursão israelense na fronteira pela libertação de mais de 1.000 palestinos de prisões de Israel.

Reuters