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Soldados tomam conta de academia de treinamento militar em Cabul nesta terça-feira. REUTERS/Omar Sobhani

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Por Hamid Shalizi e Jessica Donati

CABUL (Reuters) - Um general norte-americano foi morto e dezenas de pessoas ficaram feridas, incluindo um general alemão, no mais recente ataque perpetrado por um suposto soldado afegão, disseram autoridades norte-americanas, alemãs e afegãs nesta terça-feira.

O general morto foi identificado pela mídia dos EUA como major-general Harold Greene, um oficial do comando militar internacional Isaf. Ele foi o militar de mais alta patente dos EUA morto em ação no exterior desde a guerra no Vietnã, disseram autoridades norte-americanas.

O Pentágono se recusou a confirmar a identidade do militar morto.

O porta-voz do Pentágono, contra-almirante John Kirby, disse a repórteres que "muitos ficaram gravemente feridos" e que o atirador foi morto no ataque, que ocorreu nesta terça-feira na Universidade de Defesa Nacional Marechal Fahim, um centro de treinamento em Cabul.

O ataque levantou novas questões sobre a capacidade dos soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para treinar e aconselhar as forças de segurança afegãs à medida que as nações ocidentais se retiram gradualmente. Os generais norte-americano e alemão faziam uma visita de rotina, disse o Pentágono.

Uma autoridade dos EUA disse que o atirador disparou contra os soldados estrangeiros usando uma metralhadora leve. O Ministério da Defesa do Afeganistão descreveu-o como um "terrorista em uniforme do Exército".

O Exército alemão disse que o seu general era um dos 14 soldados da coalizão feridos no ataque desta terça-feira. Ele afirmou que sua vida não estava em perigo. Sete norte-americanos e cinco soldados britânicos estão entre os feridos, disse um funcionário afegão.

Tais ataques corroem a confiança entre os aliados e dificultam os esforços para treinar a nova força de segurança do Afeganistão de cerca de 350.000 militares.

O secretário de Defesa norte-americano, Chuck Hagel, falou por telefone com o general Joe Dunford, que comanda as tropas norte-americanas e internacionais no Afeganistão, sobre o incidente, disse Kirby. Ele disse que o tiroteio estava sendo investigado em conjunto pelas autoridades afegãs e da coalizão militar internacional que está terminando sua longa missão no Afeganistão.

O presidente afegão foi rápido em condenar o ataque, dizendo que a delegação estava visitando as instalações para ajudar a construir as forças de segurança do Afeganistão.

Autoridades militares dos EUA disseram que era muito cedo para dizer se os oficiais de alta patente eram alvos do atirador.

OUTROS INCIDENTES

Em um segundo ataque semelhante na terça-feira, várias pessoas ficaram feridas na província oriental de Paktia quando um policial abriu fogo contra as forças internacionais e afegãs, disse o chefe de polícia Zalmay Oryakhil à Reuters. 

Segundo o Taliban, os ataques internos refletem sua capacidade de infiltrar o inimigo, enquanto funcionários da Força Internacional de Assistência para a Segurança (Isaf) dizem que os incidentes são muitas vezes resultado de mal-entendidos ou altercações entre as tropas. 

Em 2012, dezenas de incidentes obrigaram as tropas internacionais a tomar medidas para reduzir a interação com seus parceiros afegãos e, desde então, o número de ataques internos caiu acentuadamente. 

Somando-se às tensões entre os aliados na terça-feira, um ataque aéreo da Otan atingiu um veículo que transportava civis na província de Herat ocidental, disseram autoridades locais, matando quatro membros de uma família, incluindo duas crianças. 

"Nós condenamos fortemente as mortes por tropas estrangeiras e informamos o palácio presidencial", disse o vice governador provincial Aseeluddin Jameh à Reuters. 

"A família estava voltando de um casamento no distrito de Shindand quando foi atingida."

(Reportagem adicional de Missy Ryan, em Washington; de Sabine Siebold, em Berlim; de Krista Mahr, em Cabul; de Jalil Ahmad Rezaee, em Herat; e de Ahmad Sultan, em Gardez)

Reuters