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Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, manuseia uma arma montada em um veículo blindado durante demonstração de novas armas das Forças Armadas da Ucrânia, em uma base militar nos arredores de Kiev. 26/07/2014. REUTERS/Mykhailo Markiv/Ukrainian Presidential Press Service/Handout via Reuters

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Por Gabriela Baczynska e Aleksandar Vasovic

KIEV/DONETSK (Reuters) - A Ucrânia disse nesta segunda-feira que as suas tropas tinham retomado mais território dos rebeldes pró-Rússia e avançou em direção ao local onde o voo MH17 da Malaysia Airlines foi derrubado, ao qual os investigadores internacionais dizem não poder ter acesso devido aos conflitos.

Autoridades ucranianas disseram que suas tropas haviam recuperado o controle de duas cidades próximas ao local da queda do avião e estavam tentando tomar a vila de Snezhnoye, perto de onde os governos da Ucrânia e dos Estados Unidos alegam que os rebeldes dispararam o míssil que derrubou a aeronave, matando as 298 pessoas a bordo. Uma milícia pró-governo disse que 23 de seus homens foram mortos em combates nas últimas 24 horas.

A análise da caixa preta do avião mostrou que ele foi destruído por estilhaços de uma explosão do míssil que causou uma "enorme descompressão explosiva", disse uma autoridade da Ucrânia nesta segunda-feira.

Os investigadores na Grã-Bretanha, que acessaram os dados, não fizeram nenhum comentário. Eles disseram que tinham passado as informações para os responsáveis pela investigação internacional do caso, liderada pela Holanda, cujos cidadãos constituem dois terços das vítimas.

Em um relatório sobre os três meses de combates entre forças do governo e rebeldes separatistas que criaram "repúblicas" pró-Rússia, no leste, a Organização das Nações Unidas disse que mais de 1.100 pessoas foram mortas.

A comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, declarou que os combates cada vez mais intensos nas regiões de Donetsk e Luhansk são extremamente alarmantes e que a derrubada do avião da Malásia em 17 de julho pode configurar um crime de guerra.

Líderes ocidentais dizem que os rebeldes quase certamente derrubaram o avião por engano, com um míssil russo. A Rússia responsabiliza o governo ucraniano.

Os separatistas ainda controlam a área onde o avião foi derrubado, mas os conflitos nas proximidades têm sido intensos, já que as forças do governo tentam expulsá-los.

De acordo com o porta-voz do Conselho de Segurança da Ucrânia, Andriy Lysenko, o governo ucraniano estava tentando fechar o cerco sobre o local do acidente e forçar os rebeldes a deixar a área, mas não estava conduzindo operações militares nas imediações.

O líder rebelde Vladimir Antyufeyev disse a repórteres em Donetsk que os combatentes separatistas escoltavam os especialistas internacionais até o local da queda do avião, mas tiveram de voltar devido aos combates. Segundo ele, as forças do governo estavam avançando sobre Donetsky com o objetivo de fechar o cerco à cidade.

(Reportagem adicional de Natalia Zinets em Kiev, Jane Wardell em Sydney, Alexei Anishchuk e Thomas Grove em Moscou e Anthony Deutsch em Amsterdã)

Reuters