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Por Nidal al-Mughrabi e Jeffrey Heller

GAZA/JERUSALÉM (Reuters) - Pelo menos 16 pessoas foram mortas em ataques na Faixa de Gaza nesta terça-feira, disseram autoridades palestinas, e Israel ameaça uma ofensiva de fôlego contra militantes cujos foguetes chegaram a atingir Tel Aviv.

Israelenses corriam para se abrigar ao som das sirenes na movimentada capital financeira israelense durante o ataque mais intenso de Gaza desde o início das hostilidades, três semanas atrás.

Os militares disseram que seu sistema antimísseis, o Domo de Ferro, abateu um foguete que o grupo Jihad Islâmica assumiu ter disparado. A televisão mostrou ao vivo duas colunas de fumaça no céu azul sobre Tel Aviv quando o foguete foi interceptado.

Explosões ecoaram pela densamente povoada Faixa de Gaza, sacudindo edifícios e erguendo colunas de fumaça. Em áreas residenciais, o choro de crianças podia ser ouvido em meio ao uivo das sirenes das ambulâncias.

Pelo menos 12 civis, incluindo cinco crianças, estão entre os 16 mortos em Gaza, informaram autoridades palestinas. Do lado israelense, o impacto dos foguetes feriu pelo menos duas pessoas, segundo médicos.

“Não iremos tolerar o disparo de mísseis contra nossas cidades e vilarejos, e eu pedi uma ampliação significativa da Força de Defesa de Israel contra os terroristas do Hamas e outros grupos terroristas na Faixa de Gaza", disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em um comunicado.

Ele pediu que os israelenses se unam e "mostrem a resiliência, pois esta operação pode levar tempo".

Israel afirmou que uma invasão terrestre a Gaza é possível, mas não iminente, e exortou os cidadãos que vivem a até 40 quilômetros do enclave a ficar perto de abrigos antiaéreos.

Na cidade portuária israelense de Ashdod, motoristas saíram às pressas de seus carros e correram rumo às entradas relativamente seguras de blocos de apartamentos quando as sirenes soaram, uma cena repetida em outras cidades de Israel próximas da Faixa de Gaza.

Mostrando ousadia, quatro atiradores palestinos de Gaza se infiltraram perto de Zikim, onde se localizam um kibutz (comunidade agrária israelense) e uma base do Exército, bem diante do enclave. Os militares israelenses disseram que seus soldados os mataram a tiros.

Reuters