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Líder de Hong Kong pede à China que permita reformas democráticas na cidade

Este conteúdo foi publicado em 15. julho 2014 - 15:22

Por Greg Torode

HONG KONG (Reuters) - O líder de Hong Kong pediu formalmente ao governo chinês nesta terça-feira que permita uma reforma eleitoral local, abrindo caminho para uma eleição livre e ampla em 2017 do governante da cidade, centro financeiro na Ásia.

Contudo, o executivo-chefe de Hong Kong, Leung Chun-ying, não apresentou nenhuma proposta firme e os democratas da cidade temem ser afastados das eleições depois que o Partido Comunista, em Pequim, aprovar um plano eleitoral.

O relatório de Leung ao comitê permanente do Congresso Nacional do Povo, o Parlamento da China, foi elaborado depois de uma consulta de cinco meses sobre democracia na ex-colônia britânica, da qual participaram 125.000 pessoas.

Hong Kong voltou ao controle da China em 1997 com ampla autonomia, sob a fórmula "um país, dois sistemas".

"A adoção do sufrágio universal para a eleição do executivo-chefe será um importante marco para o desenvolvimento democrático do sistema político de Hong Kong, com impacto significativo e importância histórica", diz o relatório.

O documento marca o mais importante passo na trajetória política de Hong Kong até agora - uma experiência com democracia na China controlada pelos comunistas.

A decisão de Leung surge em meio a um período político agitado em Hong Kong, onde centenas de milhares de pessoas saíram às ruas em 1º de julho para exigir democracia plena. Além disso, mais de 800.000 pessoas votaram em um referendo não oficial em junho sobre possíveis modelos eleitorais.

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