Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Presidentes de Serra Leoa, Libéria e Guiné durante entrevista coletiva sobre o surto de Ebola na África. 01/08/2014 REUTERS/Saliou Samb

(reuters_tickers)

CONACRI (Reuters) - Líderes da África Ocidental concordaram nesta sexta-feira em tomar medidas mais fortes para tentar controlar o pior surto de Ebola da história e evitar que a doença se espalhe para fora da região, incluindo ações para isolar comunidades rurais devastadas pelo vírus.

A Organização Mundial da Saúde e o grupo Médicos Sem Fronteiras disseram nesta sexta-feira que o surto, que matou 729 pessoas em quatro países da África Ocidental, está fora de controle e que mais recursos são urgentemente necessários para lidar com a crise.

A chefe da OMS, Margaret Chan, disse durante uma reunião com presidentes de Guiné, Libéria e Serra Leoa --os países mais afetados-- que a epidemia está ultrapassando os esforços para contê-la e alertou para consequências catastróficas para a vida e à economia se permitirem que a situação piore.

"Os presidentes reconhecem a gravidade do surto de Ebola em seus países. Eles estão determinados a tomar todas as medidas extraordinárias para conter o Ebola em seus países", disse Chan no fim das conversas na capital da Guiné, Conacri.

Em um comunicado divulgado após o encontro, os líderes concordaram em mobilizar forças de segurança para isolar as regiões de fronteira, onde foram detectados 70 por cento dos 1.323 casos.

Eles proibiram o transporte transfronteiriço de qualquer pessoa com sintomas da doença e se comprometeram a introduzir controles rígidos nos aeroportos internacionais para evitar a propagação do vírus fora da região.

Os três líderes também concordaram em intensificar os esforços para proteger os trabalhadores de saúde locais e incentivá-los a voltar ao trabalho, depois que mais de 60 agentes da saúde morreram.

A Libéria já colocou em prática medidas mais duras, incluindo o fechamento de todas as escolas e alguns departamentos do governo. Serra Leoa declarou estado de emergência na quarta-feira e pediu tropas para isolar as vítimas do Ebola.

No entanto, o acordo desta sexta-feira é uma mudança de comportamente da Guiné, que já havia resistido a tomar medidas mais firmes, dizendo que a doença estava sob controle naquele país.

(Reportagem de Saliou Samb)

Reuters