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Por Eric de Castro
AMPATUAN, Filipinas (Reuters) - Policiais e militares filipinos encontraram nesta quarta-feira mais 11 corpos de vítimas da chacina desta semana no sul do país, elevando o total de mortos a 57.
Nem todos os corpos foram identificados, mas acredita-se que 22 deles sejam jornalistas, o que faz do massacre o pior ataque contra a mídia em qualquer lugar do mundo em toda a história. Segundo a polícia, 33 vítimas eram homens, e 24, mulheres.
Os jornalistas acompanhavam mulheres do poderoso clã Mangudadatu que iriam inscrever um parente como candidato ao governo provincial nas eleições de maio de 2010. Os homens do clã não foram ao evento porque acreditavam que um grupo só de mulheres não seria atacado. As suspeitas pela chacina recaem sobre um clã rival.
O comboio foi parado por cerca de cem homens armados, que levaram o grupo para um morro remoto e os atacaram com rifles M-16 e facões. Dois dos veículos das vítimas e muitos corpos foram jogados em valas e cobertos por terra, com a ajuda de uma escavadeira.
Um fotógrafo da Reuters no local viu corpos sendo desenterrados com os motoristas ainda ao volante.
O governo estabeleceu estado de emergência na província de Maguindanao, onde a chacina aconteceu, na vizinha província de Sultan Kudarat e na cidade de Cotabato. Caminhões com cerca de 500 soldados chegaram à região na quarta-feira, e há blindados estacionados nas rodovias.
"Os perpetradores não escaparão à Justiça", disse a presidente Gloria Macapagal Arroyo a jornalistas. "A lei os caçará até que sejam apanhados."
O Exército dispersou uma força paramilitar de 200 membros que estava sob controle de autoridades locais de Maguindanao. As autoridades dizem investigar suspeitas de que alguns dos paramilitares tenham participado do sequestro e assassinato do grupo.
O massacre foi condenado no mundo todo. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lamentou o "crime hediondo" e disse esperar punições aos culpados.
(Reportagem adicional de Manny Mogato)

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Reuters