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BEIRUTE (Reuters) - Pelo menos 50 rebeldes foram mortos neste sábado em uma emboscada montada pelas forças do governo da Síria em uma região montanhosa próxima à fronteira com o Líbano, segundo ativistas e forças de segurança.

Forças leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad, apoiadas por aliados do movimento militante xiita libanês Hezbollah, têm pressionado insurgentes de cidades e vilas na região de Qalamoun, fronteira com o Líbano, desde março, mas alguns grupos de rebeldes continuaram firmes.

Neste sábado, milícias pró-governo e soldados do Hezbollah lideraram uma emboscada que matou dezenas de rebeldes, inclusive da Frente Nusra e do Estado Islâmico, ligados à Al Qaeda, de acordo com o Observatório Sírio para Direitos Humanos, sediado na Grã-Bretanha.

A emboscada aconteceu na região da cidade de al-Jobeh, a cerca de 10 quilômetros da fronteira.

O diretor do Observatório, Rami Abdurrahman, disse que não estava claro exatamente quantos rebeldes morreram nos enfrentamentos na região, mas o total era de "no mínimo 50".

Fontes de segurança libanesas e sírias dizem que o número de vítimas é bem maior, cerca de 170 rebeldes, mas isso não pôde ser confirmado de forma independente. Eles disseram que nove soldados do governo sírio e dois do Hezbollah também morreram.

As tensões também se acirraram do outro lado da fronteira, na cidade libanesa sunita de Arsal, para onde dezenas de milhares de refugiados sírios cruzaram para escapar da violência provocada pela guerra.

Autoridades libanesas prenderam um líder da Frente Nusra, Emad Jumaa, em um posto de controle na região de Arsal, disseram fontes da segurança e da mídia estatal.

Depois da prisão, "homens armados mascarados" apareceram na área, disse a Agência de Notícias Nacionais do Líbano, embora não tenha sido registrado nenhum combate imediatamente.

Os rebeldes sírios são na maioria sunitas, enquanto Assad é alauíta, uma ramificação do xiismo, e tem sido apoiado por milícias xiitas do Líbano e do Iraque. Mais de 170 mil pessoas já morreram no conflito, disse o Observatório.

(Reportagem de Alexander Dziadosz)

Reuters