Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Por James Pomfret e Clare Baldwin

HONG KONG (Reuters) - Centenas de policiais removeram à força nesta quarta-feira no distrito central de Hong Kong exaltados manifestantes que tomaram parte de um protesto que exigia mais democracia por parte dos chefes do Partido Comunista em Pequim.

A marcha pró-democracia de terça-feira, a qual segundo organizadores atraiu mais de 500 mil pessoas, e um subsequente protesto pacífico de grupos estudantis, pode ser o maior desafio até agora para a China, que retomou o controle sobre a ex-colônia britânica em 1997.

Muitos dos mais de 1.000 manifestantes juntaram seus braços em uma tentativa de resistir aos esforços de removê-los, mas eles foram retirados um de cada vez, em alguns casos por três ou quatro policiais, à medida que os ativistas chutavam, gritavam e desferiam socos antes de serem colocados em ônibus.

"Eu tenho o direito de protestar. Nós não precisamos da permissão da polícia”, gritava a multidão. Alguns permaneceram desafiadores mesmo após a prisão.

“Desobediência civil não é uma questão não-recorrente. Eu posso voltar e protestar de novo, porque é o único jeito de Hong Kong poder mudar”, disse To Chun Ho, que foi libertado nesta quarta-feira sem acusação formal.

Ativistas que se recusaram a sair foram levados em ônibus para a escola de treinamento da polícia de Hong Kong. Mais de 500 pessoas foram presas, e algumas foram acusadas de participar em um comício não autorizado e de obstruir a ação policial.

Não estava claro por quanto tempo eles ficariam detidos. Cerca de 50 foram libertados sem acusações.

“Nosso objetivo é primeiro conseguir o sufrágio universal e, segundo, fazer o governo responder à voz do povo de Hong Kong por democracia”, disse Frank Chio, um representante da Federação de Estudantes de Hong Kong. “Esse é um passo. Haverá outros."

Apesar de confrontos menores entre a polícia e os ativistas, o impasse terminou pacificamente, embora houvesse o temor de que a violência pudesse irromper.

Autoridades chinesas aposentadas haviam anteriormente alertado que a unidade local do Exército da Libertação Popular poderia ser necessária para restabelecer a ordem na cada vez mais inquieta Hong Kong, mas não houve indicações de que eles seriam necessários nesta semana, quando as autoridades utilizaram um efetivo de 4.000 policiais.

(Reportagem adicional de Nikke Sun; James Zhang; Emily Chung; Farah Master e Adam Rose)

Reuters