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Presidente russo, Vladimir Putin, comanda reunião do governo. 30/07/2014 REUTERS/Alexei Nikolskyi/RIA Novosti/Kremlin

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Por Thomas Grove

MOSCOU (Reuters) - A Rússia classificou as novas sanções que sofreu como “destrutivas e míopes” e disse nesta quarta-feira que elas irão deteriorar os laços de Moscou com o Ocidente, que já estão em seu pior momento desde o fim da Guerra Fria por causa da crise na Ucrânia.

A Rússia alertou que as sanções, as mais robustas até agora contra os bancos estatais e as empresas de energia russas, podem levar a um aumento nos preços da energia na Europa e afetar a cooperação de Moscou com Washington em temas globais nos quais detém influência considerável.

"Tais decisões de Washington não fazem mais que agravar ainda mais as relações entre Estados Unidos e Rússia e criar um ambiente inteiramente desfavorável nos assuntos internacionais, nos quais a cooperação entre nossos Estados tem um papel decisivo”, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo em um comunicado.

“As perdas reais causadas por esta política destrutiva e míope serão bastante palpáveis para Washington.”

As sanções, anunciadas de forma coordenada entre Washington e Bruxelas, marcam uma nova fase no confronto entre a Rússia e o Ocidente, aprofundado pela derrubada do voo MH17 da Malaysia Airlines, que matou todas as 298 pessoas a bordo, no leste ucraniano.

O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que as sanções terão “o maior impacto na economia russa que vimos até agora”.

Entre os alvos das novas medidas dos EUA estão o VTB, o Bank of Moscow e o Banco de Agricultura da Rússia, informou o Tesouro norte-americano. As medidas proíbem cidadãos e empresas dos Estados Unidos de negociarem dívidas que excedam o prazo de 90 dias ou novas ações.

Cinco dos seis maiores bancos estatais russos estão sob sanções norte-americanas a partir de agora.

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse que a Rússia, que tem poder de veto no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), irá levar as sanções em conta em suas relações futuras com Washington, mas não adotar medidas do tipo ‘olho por olho’.

“Isso não nos alegra, mas tampouco pretendemos agir como se nada estivesse acontecendo. Tiraremos nossas conclusões, mas não tentaremos responder a uma ofensa com outra”, afirmou ele em uma coletiva de imprensa.

Embora Moscou e Washington venham se chocando em questões globais, a Casa Branca tem se beneficiado da influência de Moscou, especialmente na Síria, onde a Rússia persuadiu Damasco a entregar seus estoque de armas químicas.

Reuters