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Por Tom Miles

GENEBRA, Suíça (Reuters) - O número de mortes atribuídas a uma epidemia do vírus ebola na Guiné, Libéria e Serra Leoa subiu para 467 até a segunda-feira, de um total de 759 casos conhecidos, afirmou a Organização Mundial da Saúde nesta terça-feira.

O surto da doença já é o maior e mais mortal da história, de acordo com a OMS, que anteriormente havia fixado o número de mortos em 399 até 23 de junho, de um total de 635 casos.

O aumento de 17 por cento no número de mortos e de 20 por cento no de casos no intervalo de uma semana dá um tom de urgência a uma reunião de 11 ministros da Saúde da África Ocidental em Acra, capital de Gana, na quarta e quinta-feira, que pretende coordenadar uma resposta regional.

Em reação ao surto, autoridades da Libéria afirmaram que qualquer pessoa que esconder um paciente suspeito de ter ebola será processado. Algumas famílias, curandeiros e médicos tradicionais estariam retirando pacientes de hospitais para submetê-los a orações especiais e medicina tradicional.

O surto da África Ocidental deixou alguns dos países mais pobres do mundo, com fronteiras permeáveis, fracos sistemas de saúde e prejudicados pela guerra e desgoverno, diante de uma das doenças mais letais e contagiosas do planeta.

A OMS afirmou que três fatores-chave estavam contribuindo para a disseminação da doença. Um deles era o enterro de vítimas, em conformidade com as práticas culturais e as crenças tradicionais nas comunidades rurais.

Outro era a densa população em torno das capitais da Guiné e da Libéria. A terceira era a atividade comercial e social ao longo das fronteiras dos três países.

"A contenção deste surto requer uma resposta forte nos países e, especialmente, ao longo das suas zonas fronteiriças comuns", disse o comunicado.

Os números da OMS incluem casos confirmados, prováveis ​​e suspeitos.

(Reportagem adicional de Alphonso Toweh, em Monrovia)

Reuters