Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a Rússia é uma nação "que não faz nada" e disse em uma entrevista para a revista Economist que o Ocidente precisa ser "bem firme" com a China agora que Beijing tenta expandir seu papel na economia mundial. 

Obama tem tentado focar a política externa dos Estados Unidos na Ásia, uma resposta ao poder econômico e militar da China. Mas há meses esse esforço tem sido ofuscado por uma corrente de crises internacionais, incluindo o apoio da Rússia aos separatistas na Ucrânia. 

Obama minimizou a importância de Moscou no cenário internacional, classificando o presidente Vladimir Putin como um líder que está causando problemas para um ganho político à curto prazo que irá afetar a Rússia no longo prazo. 

"Eu acho que é muito importante manter a perspectiva. A Rússia não faz nada", disse Obama na entrevista. 

Obama descreveu as tensões dos Estados Unidos com a China como "administráveis". 

A China está envolvida em disputas territoriais com seus vizinhos no mar do Sul da China, rico em petróleo, e frequentemente entra em brigas com o Ocidente por questões de propriedade intelectual. 

"Uma coisa que eu vou dizer sobre a China, entretanto, é que você deve ser bem firme com eles, porque eles vão até onde podem, até enfrentar resistência", disse Obama à Economist. 

"Eles não são sentimentais, e não estão interessados em abstrações. Então algumas apelações simples à normas internacionais são insuficientes", disse. 

Obama disse acreditar que as tensões comerciais serão aliviadas quando a China "passar de ser simplesmente a fabricante de produtos de baixo valor agregado" e suas companhias começarem a fazer bens de alto valor agregado que são protegidos por normas de propriedade intelectual. 

(Reportagem de Roberta Rampton)

Reuters