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Por Ali Sawafta
RAMALLAH, Cisjordânia (Reuters) - O mandato de Mahmoud Abbas como presidente palestino será estendido pela Organização para a Libertação da Palestina quando o grupo se reunir em dezembro, afirmaram autoridades da OLP na terça-feira.
Abbas, um líder que conta com o apoio do Ocidente e está comprometido em negociar a paz com Israel, permanecerá no cargo, disseram.
Embora Abbas tenha declarado que não deseja concorrer de novo à presidência da OLP, vários membros do Conselho Central do grupo entrevistados pela Reuters afirmaram que ele terá seu mandato estendido para evitar um vácuo. O governo de Abbas deve expirar em 25 de janeiro.
Em 5 de novembro, Abbas disse que não desejava concorrer novamente nas eleições presidenciais palestinas, que ele próprio convocou para 24 de janeiro. Mas a OLP pediu que ele reconsiderasse.
De qualquer forma, o debate sobre sua candidatura tornou-se irrelevante na semana passada, quando uma comissão eleitoral independente o aconselhou a adiar a votação. O cancelamento da eleição é visto agora como mera formalidade.
A comissão disse a Abbas que não poderia organizar eleições presidenciais e legislativas palestinas, basicamente porque haviam sido proibidas pelo movimento islâmico Hamas na Faixa de Gaza, que contesta a legitimidade de Abbas.
SEM DISSOLUÇÃO DA AUTORIDADE PALESTINA
"O Conselho Central tem apenas uma solução e é a de garantir ao presidente, como chefe da OLP, a continuidade como presidente da Autoridade Palestina até que ela seja capaz de organizar eleições presidenciais e legislativas", disse Azzam al-Ahmad, do movimento Fatah, também liderado por Abbas.
O ponto de vista foi refletido por outros membros do Conselho Central, incluindo representantes da Frente Popular para a Libertação da Palestina e a Frente de Libertação Palestina.
O Hamas, que assumiu o controle de Gaza em 2007, se opõe a qualquer acordo de paz com Israel. O grupo venceu as eleições legislativas em 2006, obtendo a maioria das cadeiras em um Parlamento que não se reuniu desde que o Hamas obrigou o Fatah a sair de Gaza.
O mandato do Parlamento palestino também deve expirar em 25 de janeiro, apresentando ao Conselho Central da OLP outro problema.

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Reuters