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Por Jeffrey Heller
JERUSALÉM (Reuters) - Apontando um dedo acusador aos Estados Unidos, palestinos disseram no domingo que o apoio dado por Washington à recusa israelense em suspender a ampliação dos assentamentos judaicos pôs fim a qualquer esperança de reativar as negociações de paz no futuro próximo.
Animado com o apoio recebido recentemente da administração Obama, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu exortou os palestinos a "porem os pés no chão" e abrirem mão da pré-condição do congelamento dos assentamentos para reiniciar as conversações, suspensas desde dezembro passado.
Em uma visita de um dia que fez ao Oriente Médio no sábado, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, endossou a visão de Israel de que a ampliação dos assentamentos na Cisjordânia ocupada não deve constituir-se em impedimento para retomada das negociações, contradizendo a posição palestina.
Netanyahu propôs que os trabalhos de ampliação sejam limitados por enquanto à construção de cerca de 3.000 unidades habitacionais para colonos na Cisjordânia, já aprovada por Israel. Ele não vê as construções em Jerusalém oriental ocupada--anexada por Israel e em confronto com a posição internacional--como ampliações de assentamentos.
Depois de ter persuadido o presidente palestino Mahmoud Abbas a reunir-se com Netanyahu em Nova York em setembro, o próprio presidente Barack Obama pediu apenas "contenção" nas construções de assentamentos, e não o "congelamento" que defendera anteriormente.
Revoltados com a reviravolta na posição de Obama e com as declarações de Hillary Clinton, os palestinos expressaram sua frustração.
"As negociações estão paralisadas, e o resultado da intransigência de Israel e do retrocesso dos EUA é que não há esperanças de negociações no horizonte", disse o porta-voz de Abbas Nabil Abu Rdainah.
Ele disse que os palestinos estão pedindo à Liga Árabe que formule "uma posição palestino-árabe unificada" sobre o processo de paz paralisado.
Netanyahu disse a seu gabinete que o enviado dos EUA George Mitchell vai prosseguir no domingo com seus esforços para reativar as negociações.

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Reuters