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Plano de premiê do Japão para mulheres é insuficiente, diz vereadora ofendida

Este conteúdo foi publicado em 24. junho 2014 - 14:30

Por Minami Funakoshi

TÓQUIO (Reuters) - Uma vereadora japonesa que foi alvo de uma provocação machista por parte de um colega, num fato que ganhou grande repercussão no Japão, disse nesta terça-feira que as promessas do primeiro-ministro Shinzo Abe de aumentar o papel das mulheres no mercado de trabalho são bem-vindas, mas insuficientes.

Medidas para facilitar o acesso das mulheres ao trabalho e na criação das crianças são uma parte importante da estratégia de Abe para elevar o crescimento do país e enfrentar o envelhecimento e a diminuição a população do país.

Abe pediu que líderes empresariais adotem mais medidas para promover mulheres e utilizou uma ofensiva online ao começar um blogue promovendo um “Japão onde todas as mulheres possam brilhar”, gerenciado pelo Gabinete para Igualdade de Gêneros.

“Concordo com as palavras (de Abe). Mas a realidade é que, mesmo em Tóquio, é difícil para as mulheres trabalharem. Não há clima que fortaleça as mulheres. Não há substância”, disse Ayaka Shiomura, de 35 anos, vereadora da oposição na Assembleia Metropolitana de Tóquio, em uma coletiva de imprensa.

Ayaka estava falando sobre medidas para apoiar as trabalhadoras e as mulheres inférteis em uma sessão da Câmara de Tóquio na semana passada quando colegas homens gritaram “apresse-se e se case logo” e “você não consegue dar à luz?"

Akihiro Suzuki, membro do Partido Liberal Democrático, o mesmo de Abe, primeiramente negou ter feito tais comentários, mas depois publicamente pediu desculpas.

As ofensas sexistas ultrajaram muitas pessoas no Japão. Na noite de segunda-feira pessoas jogaram ovos no escritório de Suziki. Ele não respondeu a pedidos de comentários.

Abe pediu desculpas a Keiichiro Asao, representante do Seu Partido - a legenda da qual Ayaka faz parte -, pelos comentários sexistas. Ayaka disse não estar a par do pedido de desculpas do premiê, mas se declarou satisfeita pelo fato de o chefe do governo ter comentado publicamente o assunto.

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