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Por Jon Herskovitz e Patricia Zengerle
SEUL (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou à Coreia do Sul na quarta-feira para conversações que vão focar maneiras de atrair a Coreia do Norte de volta às negociações sobre desarmamento nuclear e também um acordo comercial entre Seul e Washington que vem sendo adiado.
A Coreia do Norte alimentou a tensão regional antes da primeira viagem de Obama à Ásia desde que chegou à Presidência, provocando um embate naval breve com a Coreia do Sul e anunciando que produziu um lote novo de plutônio enriquecido, próprio para a produção de armas nucleares.
Autoridades sul-coreanas disseram que a Coreia do Norte será o item principal da pauta do encontro que Obama terá com o presidente Lee Myung-back na quinta-feira.
Também deve ser discutido um acordo comercial que vem sofrendo com objeções dos EUA, que avaliam que Seul não faz o suficiente para abrir o mercado sul-coreano a produtos norte-americanos, incluindo carros.
"Eles vão exercer pressão forte para a Coreia do Norte abrir mão de suas armas nucleares, e, ao mesmo tempo, transmitir a ela que ela será muito beneficiada se o fizer", disse Chung Seong-chang, analista do Instituto Sejong, "think-tank" sediado nas proximidades de Seul.
A administração Obama pretende mandar nas próximas semanas seu primeiro enviado à Coreia do Norte, para reativar as conversações entre seis países, que estão paradas, visando encerrar as ambições nucleares de Pyongyang, em troca de ajuda maciça para reparar sua economia falida e melhorar a posição no mundo do Estado em grande medida isolado.
Analistas dizem que Obama não teria concordado com a visita se seu governo não tivesse recebido alguma garantia de que Pyongyang pretendesse responder positivamente, reativando o diálogo mais amplo com vistas a seu desarmamento.
Os EUA e a Coreia do Sul querem que, no mínimo, a Coreia do Norte volte ao acordo entre seis partes fechado em 2005, retomando o processo de desativação de sua usina nuclear de Yongbyon e permitindo visitas de inspetores para verificar o status de seu arsenal atômico.
Se a Coreia do Norte não o fizer, Obama e Lee podem decidir deixar que o país sofra seus problemas econômicos sozinho, sem receber ajuda externa.
A economia norte-coreana enfraquecida já perdeu mais de 1 bilhão de dólares desde que a Coreia do Sul suspendeu sua ajuda incondicional e a ONU lhe impôs novas sanções em retaliação por seu teste nuclear feito em maio.
Em um possível sinal positivo, a Coreia do Norte vem moderando seu discurso estridente anti-EUA de praxe desde que Obama iniciou sua viagem pela Ásia, na semana passada.
A visita à Coreia do Sul chega ao final dessa viagem e pode ser a menos problemática para Obama, que enfrentou uma disputa com o Japão em torno de uma base militar americana nesse país e que, na China, precisou pisar sobre ovos para não irritar a superpotência asiática em ascensão.

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Reuters