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LJUBLJANA, 13 Jul (Reuters) - O político novato de centro-esquerda Miro Cerar levou seu partido à vitória na eleição deste domingo na Eslovênia, indicando que irá reescrever um pacote de reformas acordado com a União Europeia para corrigir as finanças esgotadas do membro da zona do euro.

O resultado irá testar os nervos dos investidores, dada a hostilidade de Cerar a algumas das privações que a União Europeia diz serem chave para uma correção de longo prazo para a Eslovênia, que evitou por pouco ter que buscar resgate internacional para seus bancos no ano passado.

O partido de Cerar, SMC, que tem seis semanas, recebeu 34,8 por cento dos votos, o que se traduz em 36 cadeiras, no parlamento de 90. Isso daria ao professor de direito de 50 anos o mandato forte que faltou a seus antecessores, e que potencialmente irá restaurar de alguma maneira a estabilidade política após anos de turbulência e um governo fraco.

O partido de centro-direita SDS ficou em segundo lugar com 20,6 por cento e uma série de partidos menores de centro-esquerda também ganharam assentos e faziam fila para se juntar a Cerar no governo.

O sucesso de Cerar, cujo pai ginasta foi um dos maiores atletas da Eslovênia, é uma punição para os eleitores de partidos tradicionais, manchados por escândalos de corrupção e anos de turbulência econômica na ex-república iugoslava.

O primeiro-ministro Alenka Bratusek, de saída, antecipou as eleições de domingo depois de perder a confiança do público. O governo do Cerar irá agora supervisionar uma série de medidas de crise acordadas com a UE para reduzir o déficit orçamentário da Eslovênia e refazer uma economia fortemente controlada pelo Estado.

Cerar, no entanto, se opõe à venda do provedor de telecomunicações Telekom Slovenia e do aeroporto internacional, Aerodrom Ljubljana, alimentando os temores de retrocesso dos investidores.

Sugerindo que pretendia rever o programa de crise acordado no governo anterior, Cerar disse à Reuters: "O nosso partido vai apontar para a Eslovênia cumprir as suas obrigações com a UE, mas dentro disso vamos buscar as nossas próprias maneiras de atingir esses objetivos da melhor maneira para a Eslovênia".

Ele disse que seu gabinete consideraria imediatamente quais as empresas vão permanecer nas mãos do Estado e o que fazer com o resto. "Eu vou fazer o meu melhor para ter nosso programa de privatizações no lugar este ano", disse ele. "Esta será uma das prioridades do governo."

(Por Marja Novak e Zoran Radosavljevic)

Reuters