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ASSUNÇÃO (Reuters) - O presidente paraguaio e ex-bispo católico, Fernando Lugo, enfrenta um novo pedido de reconhecimento de paternidade, o terceiro em menos de um ano. A ação pode prejudicar sua imagem no momento em que crescem as críticas sobre sua administração.
Damiana Morán, uma professora de 39 anos que há meses denunciou Lugo como o pai de seu filho, apresentou um pedido ante o juizado da infância de Capiatá, na periferia de Assunção, para que o menino tenha o sobrenome do presidente.
"Preparamos o pedido e o apresentamos ontem", disse o advogado de Morán, Rodrigo Aquilar, à rádio Primero de Marzo.
"A única prova que está sendo pedida é a de DNA. Não oferecemos provas por escrito nem documentais. Apenas provas laboratoriais são irrefutáveis", acrescentou.
Em abril, poucos meses depois de assumir a Presidência, Lugo reconheceu ser o pai de um menino de dois anos, pressionado por um processo apresentado pelos advogados da mãe. O menino foi concebido quando Lugo ainda era bispo da igreja católica.
Outra mulher, uma humilde vendedora do leste do país, entrou com um pedido de paternidade contra o ex-bispo, exigindo o reconhecimento de um menino de seis anos. A ação ainda está em curso.
As denúncias de paternidade minaram a popularidade de Lugo e o novo pedido ameaça afetar ainda mais sua imagem em um momento político complicado, no qual o presidente enfrenta críticas da oposição por sua política de segurança.
Lugo trocou os chefes do Exército, Marinha e Aeronáutica logo depois de admitir a existência de "bolsões golpistas" que, a critério do mandatário, seriam usados por políticos para gerar instabilidade.
Os advogados de Lugo têm seis dias úteis para contestar o pedido e dar início ao processo ou reconhecer a paternidade e registrar o menino como foi feito com o primeiro caso, apresentado em abril.
(Reportagem de Mariel Cristaldo/Daniela Desantis)

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Reuters