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Promotor russo quer 8 anos de prisão para líderes de protestos contra Putin

Este conteúdo foi publicado em 07. julho 2014 - 15:27

MOSCOU (Reuters) - Um promotor russo pediu a imposição de sentenças de oito anos de prisão, nesta segunda-feira, para dois líderes da oposição por organizarem protestos em massa contra o presidente Vladimir Putin na véspera de sua posse para um terceiro mandato.

Sergei Udaltsov, que está sob prisão domiciliar desde fevereiro de 2013, e Leonid Razvozhayev são acusados de coordenar os protestos que culminaram em violência em 6 de maio de 2012. Eles negam ter organizado os protestos ou ter tramado promover agitação popular.

A polícia deteve mais de 400 pessoas e diversos policiais ficaram feridos nos confrontos em 2012, após as autoridades terem restringido a manifestação para a praça Bolotnaya, perto do Kremlin. Sete pessoas foram presas em fevereiro por causa do episódio.

Os críticos do Kremlin acusam a polícia de incitar a violência para desacreditar a oposição, após uma onda de protestos antes do retorno de Putin ao Kremlin, após quatro anos servindo como primeiro-ministro.

Putin também enfrenta acusações de utilizar o judiciário para esmagar seus oponentes. Ele nega interferir em casos judiciais, mas diz que qualquer um que atacar a polícia deve ser punido.

Em seu terceiro mandato como presidente, após dois períodos seguidos de 2000 a 2008, Putin tem adotado uma posição cada vez mais conservadora para consolidar seu apoio público.

Sua aprovação popular cresceu para 86 por cento, de acordo com o instituto de pesquisa independente Levada, desde a anexação da Crimeia, antes território da Ucrânia.

(Por Alexei Anishchuk)

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