Navigation

Rebeldes ucranianos libertam parte de observadores sequestrados da OSCE

Este conteúdo foi publicado em 27. junho 2014 - 01:27

DONETSK Ucrânia (Reuters) - Rebeldes no sudeste da Ucrânia libertaram na madrugada da sexta-feira (horário local) quatro dos oito observadores internacionais, sequestrados há mais de um mês, em um aparente gesto de boa vontade que poderá ajudar a pavimentar o caminho para uma resolução do conflito que até agora matou centenas de pessoas.

Separatistas pró-russos sequestraram oito observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), um importante organismo de segurança e de direitos sediado em Viena, encarregados de monitorar um acordo acertado na Suíça em abril para acalmar a crise entre rebeldes e o governo central ucraniano.

Quatro observadores de Suíça, Turquia, Estônia e Dinamarca, que fazem parte de uma grande missão, foram levados por rebeldes fortemente armados a um hotel no centro de Donetsk, onde foram entregues aos seus colegas. Outros quatro permanecem em cativeiro na região vizinha rebelde de Luhansk.

"Foi um longo caminho e esta libertação é fruto da boa vontade e foi incondicional", disse o primeiro-ministro da autoproclamada República Popular de Donetsk, Alexander Borodai, a repórteres. "Espero que possamos facilitar a libertação dos quatro observadores restantes."

Garantir a libertação dos quatro reféns da OSCE tem sido parte das negociações de paz entre mediadores do governo de Kiev, a OSCE, a Rússia e os líderes rebeldes.

O cessar-fogo entre os rebeldes e o governo, que deve acabar na sexta-feira, já foi marcado por uma série de violações, incluindo a derrubada de um helicóptero ucraniano no início desta semana com a morte de todas as nove pessoas a bordo.

O mediador sênior OSCE no sudeste da Ucrânia, Mark Etherington, disse que a missão era "profundamente grata" a todos os que facilitaram a libertação dos reféns. Ele não deu mais detalhes.

(Reportagem de Aleksandar Vasovic)

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.