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Destroços de avião da Malaysia Airlines perto do vilarejo de Grabovo, na Ucrânia. 17/07/2014. REUTERS/Sergei Karpukhin

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KIEV (Reuters) - Rebeldes separatistas no leste da Ucrânia acusaram a Organização para Cooperação e Segurança na Europa (OSCE) de servir aos interesses dos Estados Unidos e do governo ucraniano, e ameaçaram proibir a presença dessa entidade, voltada para a segurança e os direitos humanos, no local da queda de um avião da Malásia.

A autoproclamada República Popular de Donetsk disse em um comunicado por email que iria suspender a cooperação com a OSCE, até o momento a principal entidade encarregada da negociação pelo acesso de peritos internacionais ao local da queda do avião.

"Desde o início a OSCE não tem sido uma parte neutra e tem agido de acordo com os interesses da Ucrânia", diz a mensagem. "A OSCE, como se revelou, é uma estrutura totalmente controlada pelos Estados Unidos." A OSCE não fez comentários de imediato.

Peritos internacionais, incluindo a OSCE, bem como a polícia australiana e holandesa, já estavam enfrentando dificuldades para chegar ao local com a finalidade de recolher partes de corpos e investigar a derrubada do avião.

Combates violentos em uma área mais ampla nos arredores impediram nesta terça-feira os peritos de chegarem ao local pelo terceiro dia seguido, enquanto o governo ucraniano e os rebeldes pró-Rússia acusam um ao outro pelo bloqueio do acesso.

Os separatistas e o governo ucraniano também se acusam mutuamente pela derrubada do avião, que causou a morte de todas as 298 pessoas a bordo.

(Reportagem de Gabriela Baczynska)

Reuters