Roger Federer é penta em Nova York

A vitória de Federer é uma resposta aos que previam sua decadência. Reuters

O suíço ganha pela quinta vez consecutiva o Aberto de Nova York, derrotando o escocês Andy Murray em três sets, com parciais de 6-2 7-5 6-2.

Este conteúdo foi publicado em 09. setembro 2008 - 13:59

Ainda quinze dias atrás, boa parte da imprensa falava em decadência de Federer, depois do suíço ter perdido a liderança mundial para Rafael Nadal. Agora Federer está a um título do Grand Slam para igualar a marca histórica de Pete Sampras, que ganhou 14 grandes torneios.

"Cheguei a Flushing Meadows na pele de um campeão olímpico, explica Roger Federer. Se não tivesse vencido em dupla em Pequim com Wawrinka, teria ficado com três derrotas muito cruéis, antes de disputar o primeiro ponto neste torneio."

O suíço jogou praticamente a temporada na final do US Open. Ao vencê-la, fica a mensagem clara de que ele continua no páreo.
"Eu tenho mais nada a provar, afirma. Só quero aproveitar desse final de temporada para disputar a Copa Davis, em Lausanne, do meu torneio de Basiléia e do Masters. E aguardo com grande confiança o torneio de Melbourne em janeiro próximo."

A tática certa

Batido no primeiro set, Andy Murray teve o mérito de forçar Federer no segundo set. Quando perdia de 2 a 0, Federer teve de salvar três bolas de "break" a 2-2, 0-40.

Com a ajuda do árbitro na segunda bola, ele manteve seu serviço e conseguiu passar à frente no marcador a 6-5 para ganhar o segundo segundo set.

"Escolhi a tática certa contra um jogador que tem um senso tático aguçado, afirma Federer. Andy Murray é um jogador que pode evoluir em vários registros. Eu tinha um plano de jogo que funcionou no início, mas tive de corrigi-lo durante a partida."

O maior de todos os tempos

Mesmo se essa temporada não foi tão excepcional como as precedentes, 2008 ficará como uma das mais marcantes na carreira de Roger Federer. Com o quinta vitória consecutiva no US Open, ele completa 13 títulos do Grand Slam e só falta um para igualar o recorde de Pete Sampras. O americano – que era muito admirado por Federer – ganhou seu 13° título do Grand Slam no 43° torneio disputado. Roger Federer ainda está no 38°.

O 39° está agendado em janeiro em Melbourne, no Aberto da Austrália. Depois de ter perdido sua coroa em Wimblendon na fantástica final contra Rafael Nadal, Roger Federer passou um verão difícil.

Batido por Gilles Simon em Toronto, por Ivo Karlovic em Cincinnati e por James Blake em Pequim, Federer chegou a Nova York com a confiança abalada. Três semanas depois, ele sai de lá com uma certeza: será reconhecido em breve como o maior jogador de todos os tempos.

swissinfo com agências

Roger Federer

Federer foi número um mundial durante 237 semanas, de 02 de fevereiro 2004 a 18 de setembro 2008, quando Rafael Nadal assumiu a liderança.

Com 56 torneios ganhos, entre eles 13 do Grã Slam (5 em Wimblendon, 5 no US Open e 3 na Austrália), falta um grande torneio para Federer igualar a marca do norte-americano Pete Sampras.

Ele é o primeiro jogador da história a ser pentacampeão em Wimbledon e em Nova York.

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