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Ambientalistas alertam para munições jogadas no Lago de Genebra há décadas

O grupo francês Odysseus 3.1 enviou mergulhadores para descobrir a localização exata e o estado das munições não utilizadas e eliminadas pela empresa Hispano-Suiza no Lago de Genebra nos anos 50 e 60.

Este conteúdo foi publicado em 25. novembro 2019 - 07:30
Os mergulhadores descobriram que as munições não tinham uma camada de sedimentos que as protejesse Odysseus 3.1

Após a Segunda Guerra Mundial, o governo suíço tinha dado permissão ao exército para eliminar qualquer equipamento militar não utilizado desta forma. Genebra proibiu a prática em 1962.

Este outono, mergulhadores encontraram quatro caixas de munições a uma profundidade de cerca de 50 metros, anunciou a Odysseus 3.1Link externo. Elas não estavam enterradas sob sedimentos e, portanto, continuavam bastante expostas e consideravelmente mais perigosas.

"As munições podem conter arsênico, cianeto e produtos cancerígenos associados com explosivos. Não queremos ter isso na água potável ou afetando a vida selvagem aquática", disse a especialista em sedimentos da Universidade de Genebra, Stéphanie Girardclos, à televisão pública suíça RTSLink externo.

Segundo o mergulhador Lionel Rard, presidente da Odysseus 3.1, as caixas danificadas estão a cerca de 150 metros de uma tubulação e de um sensor de água potável.

"Queremos simplesmente que as autoridades tomem medidas para limpar o lago. Não estamos aqui para julgar o que foi feito no passado. Por outro lado, aqueles que agora sabem o que está acontecendo e que têm os meios para intervir serão julgados pelas gerações futuras", disse.

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Gilles Mulhauser, diretor da Secretaria Estadual de Água de Genebra, disse à RTS que não estava particularmente preocupado: "Na nossa opinião, não há poluição grave nas proximidades dessas munições".

Mas ele reconheceu que a falta de sedimentos criou uma nova situação. "Teremos que analisar essa situação e ver até que ponto devemos ordenar obras ou ações específicas".

Nos lagos de Brienz, Lucerna e Thun, as autoridades locais decidiram que é mais seguro deixar as munições no lugar, pois estão a cerca de 200 metros abaixo da superfície, com sedimentos suficientes para evitar a corrosão.



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